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sábado, 27 de agosto de 2011

Conectando as crianças à natureza




Esta semana eu estava ouvindo um programa de rádio com Jon Young, que falava sobre a importância de "mentores" que ajudem as crianças a se reconectarem com a natureza.

Jon faz parte de uma organização que oferece esse tipo de "serviço" e também é autor de um livro muito importante nesta área, chamado "Coyote's Guide to Connecting with Nature". Na entrevista, ele falava de crianças com hiperatividade cujo melhor tratamento deve ser o contato com a natureza, da importância de adultos que ajudem a criança a fazer essa reconexão com o mundo natural e outros assuntos, mas parecia que aquela conversa toda, de pouco mais de uma hora, não entrava totalmente na minha cabeça...

E então hoje, um sábado ensolarado depois de dias de frio, eu e minha família demos um passeio inesperado. Fomos a um alambique, que, segundo os homens que cuidam dele hoje, tem mais de duzentos anos.

Lá vimos uma roda d'água gigante, vimos a cana-de-açúcar fermentando (meu filho, muito sapeca, pediu ao dono do lugar um pedaço de cana-de-açúcar - e ganhou dois!) e eu pude sentar com meu filhote no meio de um monte de dentes-de-leão. Sopramos vários, fizemos pedidos e ficamos ali juntinhos, sentados na grama, olhando um riozinho passar.

Por trás do rio, árvores que pareciam estar ali há muitos e muitos anos. E, quando olhamos para o lado, havia uma árvore cheia de frutinhas, as quais lavamos e comemos ali mesmo.

Enquanto eu estava sentada ali, naquele sol, no meio daquele mato, entendi a conexão com a natureza de que falava Jon Young e da minha responsabilidade, como mãe, de ensinar ao meu filho como apreciar a natureza e cuidar dela. Eu e minha cria sentindo o cheiro da terra, meu companheiro ali do lado da gente...

Ainda bem que só assim eu consegui, de verdade, entender a necessidade de conectar às crianças a essas maravilhas, e ter um momento mágico ao lado de pessoas que eu amo demais.

Ler livros é bom e pode nos ensinar muitas coisas, mas garanto que aprender na prática é bem melhor e bem mais gostoso!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Livro "Hortas na Educação Ambiental: na Escola, na Comunidade, em Casa"




No dia 6 de junho de 2011, um dia depois do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Editora Peirópolis (da qual gosto muito, pela qualidade dos títulos infantojuvenis que vem publicando ao longo do tempo) lançou o livro Hortas na Educação Ambiental: na Escola, na Comunidade, em Casa, escrito pela professora e artista plástica Maria Célia B. Bombana e pela jornalista Silvia Czapski.

Silvia e Maria Célia, as autoras, têm mais de 15 anos de experiência no assunto, pois atuam na equipe de educação ambiental da AIPA (Associação Ituana de Proteção Ambiental) e, portanto, poderão dar aquela ajuda para você que, por exemplo, é professor ou professora e quer implantar uma horta orgânica na escola ou mesmo uma mãe ou um pai que quer passar bons momentos ao lado das crianças, em sua casa, plantando e consumindo alimentos livres de agrotóxicos.

Com este livro, você vai aprender cada fase de desenvolvimento das plantas, a rotina de uma horta, como escolher, plantar e cuidar de uma árvore, reciclagem e até as características e usos de algumas plantas medicinais. Na segunda parte da obra, as autoras propõem atividades lúdicas e pedagógicas utilizando hortas orgânicas, ou seja, não vão faltar atividades para você fazer com as crianças!

É por meio dos conhecimentos divulgados neste livro que poderemos fazer, dia a dia, a integração das crianças com o meio ambiente, tornando-as mais conscientes da natureza à sua volta.

Indico totalmente a leitura deste livro, que pode ser usado na escola, em casa e, obviamente, em sua comunidade. Já pensou, por exemplo, em montar uma horta orgânica comunitária com seus vizinhos?

A leitura da obra é muito fácil e agradável, e o projeto gráfico é simples e arejado. E atenção: vai rolar um sorteio do livro aqui, mas é preciso ter uma conta no Twitter para participar. Também não deixe de conferir a entrevista com as autoras aqui.

Resenha por Danielle Sales

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

As Crianças e a Natureza



Há algum tempo escrevi aqui no blog que estava com vontade de ler um livro chamado "Last Child in the Woods", de Richard Louv.

E não é que tive acesso a um resumo do livro, com 10 páginas? Isso é que é ser bruxa! (rs)

Vou tentar "resumir o resumo" do livro aqui para vocês...
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Para estar em contato com a natureza, não é preciso ir muito longe. Ela está nas florestas, nas montanhas e no deserto, mas também está no quintal da nossa casa e no playground da escola. Por isso eu acho importante, ao escolhermos um lugar para nossas crianças estudarem, verificar a presença do verde no local. Os pais também podem exigir disciplinas relacionadas a ecologia e/ou disciplinas ligadas ao estudo da natureza no currículo.

Se seu filho é muito agitado, por exemplo, deixe-o brincar no quintal. Isso renovará a conexão biológica da criança com a natureza, promovendo um efeito calmante. Aliás, várias pesquisas estão provando que o contato com a natureza ajuda a diminuir os efeitos da hiperatividade e da obesidade em crianças.

Estar em contato com a natureza estimula nossos cinco sentidos, todos de uma só vez. Ficar brinando com o videogame e vendo televisão utiliza apenas um ou dois sentidos, meio que "atrofiando" aqueles que não são utilizados.

Se não incentivarmos nossos filhos a ter contato com a natureza, provavelmente também não teremos ambientalistas no futuro, pois como as crianças vão defender algo com que não tiveram contato e não conhecem?

Por mais que nos vejamos "separados" da natureza, nós fazemos parte dela. Por isso pode haver sofrimento quando nos vemos longe dela. Quando digo sofrimento, pode ser tanto físico quanto espiritual ou mental. Se você não sofre com nenhum desses problemas, a natureza também pode ser uma terapia preventiva.

Muitos pais não deixam seus filhos ter contato com a natureza por medo. Medo de que alguém os sequestre, de que se machuquem. Mas você não precisa deixá-los sozinhos: una-se a eles. Ou, melhor ainda, deixe-os sozinhos, apenas supervisione a brincadeira. No livro de Louv, ele diz que os crimes contra crianças geralmente são praticados por pessoas que elas conhecem, e não por estranhos. Eu, como mãe, não arriscaria deixar meu filho sozinho na rua - prefiro supervisionar, mas dando liberdade total ao meu filho para correr e pular.

Uma sugestão é acampar com as crianças, mas tomando o cuidado de não fazer com que isso seja apenas mais uma atividade chata da família, e sim um momento em que todos saem da rotina louca do dia-a-dia para contemplar a natureza e interagir com ela.

Ler sobre a natureza é uma outra sugestão de atividade com as crianças, assim como pescar. Leve-os aos parques, estudem árvores, plantas... Procurem formas nas nuvens!

Sim, a natureza é curativa. E se você quiser mais informações sobre o assunto, pode ler sobre ecopsicologia ou escritos de Theodore Roszak, que é considerado o pai dessa ciência.


Danielle Sales
15/1/2009


Crédito da foto: http://www.sutcliffeplay.co.uk/sutcliffe_new/static_pics/Nature_main.jpg

sábado, 24 de maio de 2008

Meus objetivos


* Arrumar um grupo de mães e filhos para colher ervas

* Fazer um jardim para o meu filhote, para que ele possa cuidar dele e cultivar suas próprias plantas

* Fazer mais sopas

* Fazer mais chás

* Passar mais tempo rodeada por natureza, respirando ar fresco

* Criar um ambiente mais amoroso e emocionalmente saudável em casa

* Fazer exercícios

* Descansar

* Ler mais contos de fadas para o meu filho

* Entrosar-me mais com a vizinhança

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Árvore Curiosa

Ontem à noite li para o meu filho um livro muito legal chamado A Árvore Curiosa, de autoria de Didier Levy, ilustrações de Tiziana Romanin e tradução de Samuel Titan Jr.

O livrinho narra o relacionamento de um menino e uma árvore, ou seja, o que há de melhor na vida: criança, árvore, livro...

Além da história em si, a criança aprende sobre reciclagem e valorização da natureza.

O filhote gostou tanto que pediu para eu contar duas vezes. Quando criança pede para repetir, é porque gostou!

O livro foi publicado ano passado pela editora Girafinha, braço infantil da Editora Girafa.