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sábado, 20 de julho de 2013

O Jogo da Masturbação Feminina – Happy Play Time

Poucos de vocês sabem, mas meu último “interesse profissional” é a gamificação. O que seria isso? Grosso modo, é colocar elementos comuns de games (placares, troféus, narrativa etc.) em contextos que não são jogos, como treinamentos para funcionários de empresas, cursos on-line, ações de marketing etc.

Mas isso aqui não é um blog de gamificação, então vamos logo mudando de assunto! :-D

E eu vim aqui contar para vocês que ontem fiz uma descoberta inusitada. Achei um game, a ser lançado muito em breve, que tem como objetivo ensinar às mulheres a importância da masturbação. E ele se chama Happy Play Time.



Segundo a designer Tina Gong, criadora do game, 46,6% das mulheres se masturbam menos de uma vez por mês e, quando estão em um relacionamento longo, tendem a fazê-lo ainda com menos frequência (você pode encontrar mais estatísticas sobre o assunto, em inglês, aqui).

Foi com esses números em mente que Tina criou uma “mascote”, ou seja, uma vagina “personificada”, em tons de rosa e vermelho (muito bonitinha até!), que terá o papel, no jogo, de ensinar e incentivar as mulheres a se masturbarem, começando com a primeira lição, de anatomia feminina.




Embora eu goste da ideia da Tina, que procura tratar o tema com humor e de forma leve, várias pessoas estão falando mal dele.

Em primeiro lugar, tem muita gente dizendo que criar um mascote para a vagina é uma forma de ridicularizar o assunto, mas não consigo enxergar a questão dessa forma. Há pessoas que também acham que não é preciso incentivar a masturbação feminina, pois essa é uma imposição heteronormativa. E, em terceiro lugar, há também quem cite a questão das transexuais, dizendo que, nesse sentido, o jogo seria excludente. 

Todas essas são questões políticas, e válidas, mas eu quero mais é que o joguinho de celular seja lançado logo, porque qualquer iniciativa que ajude a mulher a conhecer seu próprio corpo e decidir o que é melhor para ela, na minha opinião mim, também é bastante válida.

Confesso que fiquei feliz e emocionada com esse jogo, que pode levar para as mulheres do mundo inteiro a mensagem de que é preciso amar TODAS as partes do nosso corpo. Só tenho a agradecer a Tina, que sempre foi interessada nas questões relacionadas às mulheres, por ter tido essa ideia genial. Cadastre-se no site do jogo, receba as atualizações e, como está escrito lá, mantenha-se conectada. Com a sua vagina!




sexta-feira, 18 de março de 2011

Entrevista da Regina Navarro Lins



Semana passada fiquei esperando, esperando, esperando pela entrevista que a Regina Navarro daria no domingo, 13/3/2011. Mesmo tendo de acordar cedinho na segunda-feira, eu me mantive de pé (ou melhor, sentada) para não perder a entrevista dessa psicanalista e autora de livros que fala sobre amor, sexo, convenções, relacionamentos etc. de uma maneira muito libertária e fácil de se entender.

Regina começou falando sobre o mito do amor romântico, que, segundo ela, é a grande matriz de nossas mazelas amorosas. Perdemos tanto tempo idealizando o amor, o sexo e os relacionamentos, que acabamos nos frustrando se na vida real não é como imaginamos. Para ela, um desses mitos é o da "exclusividade", assim como o "casar virgem" e outros. Nesse ponto, achei que ela poderia ter falado sobre o poliamorismo, mas acho que aí já é querer demais, pois o programa tinha somente uma hora de duração e, sinceramente, não sei se as pessoas estão tão preparadas assim para o tema).

Para ela, a solução seria começarmos a pensar mais no que desejamos, e não no que aprendemos durante a vida, sem culpa, medo ou vergonha, apesar de toda a censura que é feita em cima do assunto sexo.

A psicanalista falou sobre os riscos da ausência do sexo, sobre a masturbação, a ditadura do orgasmo e a homofobia (segundo ela, um temor de um desejo que se pode vir a ter).

Citou ainda os grandes libertários Angelo Gaiarsa e Roberto Freire (deste último, li quase todas as obras).

A mensagem que ficou, para mim, foi a seguinte: vamos descomplicar o sexo, pois ele é natural! Vamos tirar a nuvem do condicionamento cultural de nossos olhos! Conforme palavras da própria Regina, devemos "parar, refletir, tomar coragem e começar a ter uma vida melhor".

Da autora, já li "A Cama na Varanda" e "O Livro de Ouro do Sexo". Estou com muita vonta de ler os novos, que se chamam "A Cama na Rede" e "Se eu fosse você...".