Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crianças. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2015

Kit "Pequenos Jardineiros"

Quer dar um presente legal para uma criança e que de quebra ajuda a criar consciência ambiental?




Eis o kit Pequenos Jardineiros, publicado no Brasil pela Editora DCL. O kit é composto pelo livro Pequenos Jardineiros, um avental, um par de luvas e uma pá pequenininha, bastante adequada às mãos das crianças.

O avental, feito de TNT, não é tão bonito assim (na verdade, ele é apenas... simples!), mas a pazinha é a coisa mais linda, gente! As luvinhas, pelo tamanho diminuto, também são muito fofas.




O livro é muito caprichado e, nele, a criança vai aprender sobre como planejar seu jardim, como plantar sementes, como regar as plantas, além de cultivar morangos, cenouras e limão, só para dar alguns exemplos. 

Ele também ensina a fazer um minhocário, composteira e um espantalho, entre outras atividades classificadas como "jardinagem divertida". Agrada adultos e crianças, certamente. É muito ilustrado e colorido!




O kit custa R$ 49,90, mas tive a sorte de achar o meu por R$ 24,99 há um tempo atrás, numa promoção da Livraria Cultura.


sábado, 27 de agosto de 2011

Conectando as crianças à natureza




Esta semana eu estava ouvindo um programa de rádio com Jon Young, que falava sobre a importância de "mentores" que ajudem as crianças a se reconectarem com a natureza.

Jon faz parte de uma organização que oferece esse tipo de "serviço" e também é autor de um livro muito importante nesta área, chamado "Coyote's Guide to Connecting with Nature". Na entrevista, ele falava de crianças com hiperatividade cujo melhor tratamento deve ser o contato com a natureza, da importância de adultos que ajudem a criança a fazer essa reconexão com o mundo natural e outros assuntos, mas parecia que aquela conversa toda, de pouco mais de uma hora, não entrava totalmente na minha cabeça...

E então hoje, um sábado ensolarado depois de dias de frio, eu e minha família demos um passeio inesperado. Fomos a um alambique, que, segundo os homens que cuidam dele hoje, tem mais de duzentos anos.

Lá vimos uma roda d'água gigante, vimos a cana-de-açúcar fermentando (meu filho, muito sapeca, pediu ao dono do lugar um pedaço de cana-de-açúcar - e ganhou dois!) e eu pude sentar com meu filhote no meio de um monte de dentes-de-leão. Sopramos vários, fizemos pedidos e ficamos ali juntinhos, sentados na grama, olhando um riozinho passar.

Por trás do rio, árvores que pareciam estar ali há muitos e muitos anos. E, quando olhamos para o lado, havia uma árvore cheia de frutinhas, as quais lavamos e comemos ali mesmo.

Enquanto eu estava sentada ali, naquele sol, no meio daquele mato, entendi a conexão com a natureza de que falava Jon Young e da minha responsabilidade, como mãe, de ensinar ao meu filho como apreciar a natureza e cuidar dela. Eu e minha cria sentindo o cheiro da terra, meu companheiro ali do lado da gente...

Ainda bem que só assim eu consegui, de verdade, entender a necessidade de conectar às crianças a essas maravilhas, e ter um momento mágico ao lado de pessoas que eu amo demais.

Ler livros é bom e pode nos ensinar muitas coisas, mas garanto que aprender na prática é bem melhor e bem mais gostoso!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Livro "Hortas na Educação Ambiental: na Escola, na Comunidade, em Casa"




No dia 6 de junho de 2011, um dia depois do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Editora Peirópolis (da qual gosto muito, pela qualidade dos títulos infantojuvenis que vem publicando ao longo do tempo) lançou o livro Hortas na Educação Ambiental: na Escola, na Comunidade, em Casa, escrito pela professora e artista plástica Maria Célia B. Bombana e pela jornalista Silvia Czapski.

Silvia e Maria Célia, as autoras, têm mais de 15 anos de experiência no assunto, pois atuam na equipe de educação ambiental da AIPA (Associação Ituana de Proteção Ambiental) e, portanto, poderão dar aquela ajuda para você que, por exemplo, é professor ou professora e quer implantar uma horta orgânica na escola ou mesmo uma mãe ou um pai que quer passar bons momentos ao lado das crianças, em sua casa, plantando e consumindo alimentos livres de agrotóxicos.

Com este livro, você vai aprender cada fase de desenvolvimento das plantas, a rotina de uma horta, como escolher, plantar e cuidar de uma árvore, reciclagem e até as características e usos de algumas plantas medicinais. Na segunda parte da obra, as autoras propõem atividades lúdicas e pedagógicas utilizando hortas orgânicas, ou seja, não vão faltar atividades para você fazer com as crianças!

É por meio dos conhecimentos divulgados neste livro que poderemos fazer, dia a dia, a integração das crianças com o meio ambiente, tornando-as mais conscientes da natureza à sua volta.

Indico totalmente a leitura deste livro, que pode ser usado na escola, em casa e, obviamente, em sua comunidade. Já pensou, por exemplo, em montar uma horta orgânica comunitária com seus vizinhos?

A leitura da obra é muito fácil e agradável, e o projeto gráfico é simples e arejado. E atenção: vai rolar um sorteio do livro aqui, mas é preciso ter uma conta no Twitter para participar. Também não deixe de conferir a entrevista com as autoras aqui.

Resenha por Danielle Sales

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil - 2 de abril de 2011



Hoje, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Sugiro as seguintes ações:

1) Dê um livro de presente a uma criança.

2) Leia um livro para uma criança.

3) Leve uma criança para conhecer uma biblioteca.

4) Mesmo que seja adulto, comemore a data lembrando sua infância e leia um livro infantil.

5) Escreva sobre o livro infantil que marcou sua vida. Você pode deixar aqui nos comentários o nome desse livro, por exemplo. Vou adorar saber qual o seu livro infantil preferido (e o dos seus filhos também, se você os tiver, é claro!) e você só vai descobrir o meu se for dar uma olhada nos comentários! Hehehehehe!

Para não ficar só dando sugestões (rs), vou colocar todas as sugestões em prática.

Feliz Dia Internacional do Livro Infantil!

domingo, 27 de setembro de 2009

Um presente do meu filho


Hoje meu filho me deu um presente. Ele fez um lindo sachê com manjericão fresquinho dentro. (Enquanto escrevo aqui, ele acabou de me contar que também colocou hortelã e algodão.)
Para enfeitar, pôs uma florzinha de lavanda e também um pedacinho de samambaia. Ele mesmo escolheu a cor do saquinho. Vejam que lindo!
Um presente fofo de alguém que eu amo muito. Vini, a mamãe te ama!


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crianças de agenda cheia


Na minha vida, de um modo ou de outro, sempre vejo mães atolando seus filhos de coisas para fazer. É escola de manhã, de tarde tem balé, natação, futebol, judô, inglês... Isso quando não os colocam em cursos aos sábados, e as crianças vão se esquecendo de apenas ser.

Entendo que muitas mães (aquelas que têm condições, é claro!) queiram preparar a cria para o futuro, alegando que se hoje, com faculdade e pós-graduação, já é difícil conseguir um emprego, imagine o que uma pessoa "despreparada" poderá "conseguir" no futuro. Por experiência própria, sei que algumas de nós tentam fazer esse tipo de coisa até mesmo para compensar a falta que fazemos às crianças, correndo atrás de nossas carreiras.

Infelizmente, assim, crianças ficam sem tempo até para brincar!

Algumas fazem suas refeições correndo para não "perder" a próxima atividade, esquecendo-se de que esse é um grande momento de conexão com a natureza, em que ela deveria honrar os alimentos que são oferecidos a ela e partilhar com a família, com seu círculo, um momento sagrado.

Essas questões já estavam em minha cabeça há algum tempo, e ontem, lendo uma entrevista da psicanalista Maria Rita Kehl no Estadão (ela está lançando um livro chamado O tempo e o cão — A atualidade das depressões - Boitempo Editorial, 304 pp., R$ 39), consegui achar algumas respostas para esse fenômeno:

"O que me preocupa é que, na tentativa de fazer render o tempo desde o começo da vida, hoje os pais de classe média e alta começam a educar seus filhos seguindo o mesmo princípio da agenda cheia. Algumas dessas crianças de compromissos se tornam insatisfeitas, dependentes de estimulação externa, incapazes de devanear e inventar brincadeiras quando estão desocupadas."

"A ansiedade materna, bem antes de se manifestar como expectativa pelo desempenho da criança, tem a ver com a presa em mantê-la sempre satisfeita. Mas a melhor forma de amar uma criança não é impedir que ela conheça a falta: a falta é constitutiva do aparelho psíquico. Ela não pode faltar! A criança começa a virar gente (sujeito) ao inventar recursos simbólicos para lidar com o vazio e a insatisfação."

Os grifos são meus. E esta foi uma pequena reflexão sobre o futuro de nossas crianças.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

As Crianças e a Natureza



Há algum tempo escrevi aqui no blog que estava com vontade de ler um livro chamado "Last Child in the Woods", de Richard Louv.

E não é que tive acesso a um resumo do livro, com 10 páginas? Isso é que é ser bruxa! (rs)

Vou tentar "resumir o resumo" do livro aqui para vocês...
==================


Para estar em contato com a natureza, não é preciso ir muito longe. Ela está nas florestas, nas montanhas e no deserto, mas também está no quintal da nossa casa e no playground da escola. Por isso eu acho importante, ao escolhermos um lugar para nossas crianças estudarem, verificar a presença do verde no local. Os pais também podem exigir disciplinas relacionadas a ecologia e/ou disciplinas ligadas ao estudo da natureza no currículo.

Se seu filho é muito agitado, por exemplo, deixe-o brincar no quintal. Isso renovará a conexão biológica da criança com a natureza, promovendo um efeito calmante. Aliás, várias pesquisas estão provando que o contato com a natureza ajuda a diminuir os efeitos da hiperatividade e da obesidade em crianças.

Estar em contato com a natureza estimula nossos cinco sentidos, todos de uma só vez. Ficar brinando com o videogame e vendo televisão utiliza apenas um ou dois sentidos, meio que "atrofiando" aqueles que não são utilizados.

Se não incentivarmos nossos filhos a ter contato com a natureza, provavelmente também não teremos ambientalistas no futuro, pois como as crianças vão defender algo com que não tiveram contato e não conhecem?

Por mais que nos vejamos "separados" da natureza, nós fazemos parte dela. Por isso pode haver sofrimento quando nos vemos longe dela. Quando digo sofrimento, pode ser tanto físico quanto espiritual ou mental. Se você não sofre com nenhum desses problemas, a natureza também pode ser uma terapia preventiva.

Muitos pais não deixam seus filhos ter contato com a natureza por medo. Medo de que alguém os sequestre, de que se machuquem. Mas você não precisa deixá-los sozinhos: una-se a eles. Ou, melhor ainda, deixe-os sozinhos, apenas supervisione a brincadeira. No livro de Louv, ele diz que os crimes contra crianças geralmente são praticados por pessoas que elas conhecem, e não por estranhos. Eu, como mãe, não arriscaria deixar meu filho sozinho na rua - prefiro supervisionar, mas dando liberdade total ao meu filho para correr e pular.

Uma sugestão é acampar com as crianças, mas tomando o cuidado de não fazer com que isso seja apenas mais uma atividade chata da família, e sim um momento em que todos saem da rotina louca do dia-a-dia para contemplar a natureza e interagir com ela.

Ler sobre a natureza é uma outra sugestão de atividade com as crianças, assim como pescar. Leve-os aos parques, estudem árvores, plantas... Procurem formas nas nuvens!

Sim, a natureza é curativa. E se você quiser mais informações sobre o assunto, pode ler sobre ecopsicologia ou escritos de Theodore Roszak, que é considerado o pai dessa ciência.


Danielle Sales
15/1/2009


Crédito da foto: http://www.sutcliffeplay.co.uk/sutcliffe_new/static_pics/Nature_main.jpg

sábado, 24 de maio de 2008

Crianças e chás

Às vezes nos perguntamos por que nossos filhos não tomam chá. Você já parou para pensar que o chá, na maioria das vezes, só entra na vida da criança quando ocorre um problema de saúde?

A medicina tradicional tem como objetivo "atacar" a doença e não leva em conta o poder que o próprio corpo tem de se curar. Por isso, as frases "tome logo seu remédio" ou "tome logo seu chá" podem soar como uma punição, pois a criança "não se cuidou". A doença é um dos fatos da vida e ocorre independentemente da nossa vontade. O que muda é nossa abordagem em relação a ela.

Podemos dar um bom exemplo a nossas crianças mostrando-lhes a beleza que seu corpo e a natureza possuem. Explique a elas que os remédios naturais ajudam o corpo a se curar sozinho; eles não funcionam como um passe de mágica!

Atualmente, estamos passando por uma onda de "desintoxicação". Essa idéia é muito perigosa, pois dá a idéia de que somos sujos e cheios de toxinas. Ter saúde não significa ser perfeito. Precisamos de moderação, e não de perfeição.

Achar que precisamos estar "perfeitamente intoxicados" só nos traz mais estresse e culpa. Essa idéia não nos ajuda a criar filhos que conseguem relaxar, que curtem a vida, confiam em seu corpo e celebram a boa saúde.

Nosso foco deve ser evitar doenças desnecessárias, nos alimentando com comida saudável, utilizando ervas, fazendo exercícios, respirando ar puro e passando momentos em companhia da natureza e das pessoas que amamos.

Texto: Danielle Sales