terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Chá solar

Olá! Bem-vindo ao primeiro post de verão do Mulher Verde!

Não sei se esse é o seu caso, mas eu, que em situações normais já não curto muito um fogão (rs), faço de tudo para me ver longe dele no verão.

Então, uma coisa que eu costumo fazer quando está bastante sol é fazer minhas infusões... no sol!!!! Assim você economiza gás, energia e ainda aproveita a energia do astro-rei.

Como eu faço? Coloco água num pote de vidro, ponho as ervas dentro (faço isso com as secas, nunca experimentei com ervas frescas) e deixo o pote de vidro no sol. A quantidade de tempo vai depender se você gosta do seu chá mais ou menos forte, mas o que eu acho o máximo é poder aproveitar a energia solar nos meus chazinhos. Para mim, é como "tomar o sol"!

Esta foto aqui embaixo é de um chá de camomila. Coloquei um prato em cima para que não entrassem bichinhos do jardim, mas você também pode cobrir com um paninho, de preferência branco.


Depois dessa etapa, eu coo e coloco na geladeira, porque no verão o negócio é tomar chazinho gelado! :-D

Tente fazer você também um "chá solar" e depois me conte como foi.

Um beijo e um ótimo verão para tod@s!!!

A perda do meu útero

Meus companheiros dos últimos anos... Agora acabou!

Perdi meu útero. Logo eu, que durante tanto tempo me autointitulei “ativista menstrual” por aí. Uma ativista menstrual meio fajuta, que usava absorvente interno, tomava anticoncepcional e estava ficando apavorada a cada vez que menstruava, mas tudo bem. Ele se foi no dia 21/12/2014, Lua Nova em Capricórnio, solstício de verão.

Na verdade, depois de anos como moderadora da lista “Ciclos Naturais do Feminino”, eu já me sentia hipócrita tendo de tomar anticoncepcionais e ficando preocupada com a minha menstruação o tempo inteiro. Menstruar, para mim, já não era um prazer, mas sim um calvário. Minha menstruação nunca foi “regulada” e eu não gostava disso, mas agora era diferente: além de não saber quando ela viria, eu passava medo o tempo todo. Nos primeiros anos, era apenas um medo “sujar” a roupa. De um tempo para cá, o medo era de começar a sangrar loucamente no meio da rua, no trabalho, na frente de todo mundo, e desmaiar.

A primeira vez foi em 2011. Ia começar em um novo emprego e a hemorragia veio um dia antes. Imaginem o meu desespero: primeiro dia de trabalho com um medo desgraçado de sair “vazando” na frente dos novos colegas.

Em 2014, as hemorragias voltaram. Minha ginecologista dizia que a culpa era da cirurgia bariátrica e chegou a chamar de “maldita” a cirurgia que tirou 40 quilos das minhas costas este ano. Eu e ela sabíamos que eu tinha um mioma, mas a médica dizia que não era ele que me fazia sangrar demasiadamente, e sim a bariátrica. Ela cuidou de mim por 16 anos, fez meu parto, então eu confiava muito nela. Sua justificativa era de que uma perda de peso rápida e intensa mexia com os hormônios e fazia a menstruação ficar “descontrolada”.

Foi então que, neste final de dezembro, indo à consulta com minha nutricionista, comecei a sangrar demasiadamente no meio da rua. Da nutricionista fui para o hospital, ali pertinho, e a ginecologista de plantão me disse que aquilo era “normal”, pois ela passava por aquilo todo mês. Uma médica que não valoriza a queixa do paciente, eu diria. Falei que o sangramento era tamanho que chegava a “expulsar” meu absorvente interno, e ela disse que absorventes internos não “seguravam nada mesmo”. Aliás, cheguei a criar em minha casa um imenso estoque de absorventes, internos e externos, que ocupavam também bolsas, necessaries etc.

Meu marido me levou para outro hospital, onde fiquei à tarde tomando remédios para dor, apesar de não sentir dor alguma. Apenas sangrava muito. No fim da tarde, fui liberada e segui para casa. Ainda no hospital, o sangramento voltou, e dessa vez pior. Mesmo assim fui para casa e, lá, sujei todo o quarto, que ficou lotado de coágulos que saíam à minha revelia.

Meu marido me levou para outro hospital de madrugada. Sangrei tanto que cheguei a desmaiar.

Fiquei internada e descobri que os sangramentos eram devidos a um mioma submucoso de 4 cm. O médico me disse que o mioma submucoso, que fica na parte interna do útero, causa muito sangramento e não responde a tratamentos com hormônios, o que explicava o fato de eu ter tomado anticoncepcionais orais, injeções, usado adesivos etc. e nada melhorar.

A solução, segundo ele e um outro médico, seria cirúrgica. Num primeiro momento, tentariam apenas remover o mioma, mas eu já estava anêmica e fazer uma cirurgia em que perderia muito sangue poderia ser perigoso. Eu não tinha cor nos lábios ou na gengiva e uma transfusão de sangue já estava sendo aventada.

Um terceiro médico me operou. Aliás, todos os médicos que chegavam perto de mim perguntavam minha idade e se eu já tinha filhos, e foi aí que comecei a desconfiar de que poderia perder meu útero.

E foi realmente o que aconteceu. Ele disse que havia artérias muito grandes no meu útero e que, se tentasse apenas remover o mioma, eu perderia mais sangue ainda (segundo o médico, cheguei a perder 60% do meu sangue), o que me traria mais complicações e até risco de morte.

No início, fiquei muito, muito, muito triste por perder meu útero. Logo eu, que exaltava tanto sobre menstruação e os mistérios do sangue… Achei uma ironia do destino e fiquei brava com a situação.

Depois de conversar com muitas amigas, que foram essenciais em todo esse processo, prefiro pensar que não tenho mais útero, mas estou viva. E isso é o que importa. Eu posso continuar gestando. Não posso gestar um bebê, mas sim projetos, sonhos… Ainda tenho meus ovários, o que significa que não entrarei na menopausa antes do tempo.

Por enquanto, não aguento olhar meus livros, meus escritos, minha vasta coleção de materiais sobre menstruação. Mas tenho certeza de que essa dor é passageira. Vou “curtir” meu luto e depois ver o que faço. Pensei em doar esses materiais para alguém que possa continuar esse trabalho de ativismo menstrual, mas acho que ainda é cedo para decidir qualquer coisa. Preciso me recuperar da anemia, pois ainda me sinto bem fraca e cansada.

O que me importa, hoje, é que estou viva. Com ou sem útero.


Quero aproveitar e agradecer ao meu marido, que cuidou de mim no hospital durante mais de uma semana; a minhas amigas e familiares que me visitaram no hospital ou em casa; a minhas amigas que me ligaram, me enviaram mensagens, se preocuparam e mandaram boas vibrações de cura; e às meninas do grupo Tendas Vermelhas e Círculos de Mulheres no Facebook.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mulheres e bicicletas

"A bicicleta fez mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo. Fico feliz cada vez que vejo uma mulher andar em uma bicicleta. Ela lhe dá um sentimento de autoconfiança e independência no momento em que se senta no assento. Pode-se ir longe. É a imagem da feminilidade sem entraves." 


Susan B. Anthony



Carolee Clark

domingo, 30 de novembro de 2014

Durga

E minha deusa da última Lua Nova foi Durga. 

Vou postar aqui o texto sobre ela que está em O Livro das Deusas, do Grupo Rodas da Lua, da Publifolha. É um livro pequenininho, mas muito agradável e cheio de sabedoria.



DURGA

A hindu Durga, cujo nome quer dizer A Invencível, nasceu do terceiro olho de Shiva, o deus da Dança Cósmica, para derrotar Mahishasura. Naquele momento, o rei malvado dos demônios, outrora protegido por Shiva, praticava atrocidades contra humanos e imortais. Durga recebeu de cada divindade uma arma e empunhou todas elas com os seus oito braços. Enfrentou e exterminou Mahishasura e seu exército de demônios. Ao alcançar o máximo de sua ferocidade, ela deu origem à deusa Kali, que derrotou outros três terríveis demônios: Sumbha, Nisumbha e Raktavira. O culto a Durga remonta ao ano 7.000 a.C. O triunfo da deusa contra o demônio é comemorado ainda hoje em toda a Índia e, particularmente, no oeste de Bengala.

Durga é considerada a essência da Criação e o princípio organizador cósmico. Representa a luta interna contra as tendências negativas humanas. Convida-nos à mudança e ensina-nos a definição de limites para a sustentação de nossa integridade física, mental, emocional e espiritual. A presença defensora de Durga pode ser invocada diariamente.


PARA DELIMITAR SEU ESPAÇO

Quando precisar de autoproteção, use seus braços e suas mãos para criar um escudo invisível. Visualize-os como se fosse os oito braços de Durga que se movimentam em todas as direções. Imagine um círculo de luz branca se formando como uma bolha protetora à sua volta, resguardando seu espaço de interferências externas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Desodorante em creme de tea tree

Todo mundo me pede uma receita de desodorante em creme caseiro que eu fiz uma vez e eu sempre venho procurar aqui no blog e sempre percebo que eu acabei não colocando a receita aqui. :-)

Então vai agora a receitinha pra vocês:

4 colheres de sopa de óleo de coco
2 colheres e meia de chá de bicarbonato de sódio
20 gotas de óleo essencial de tea tree (também chamado de melaleuca)

Coloque tudo num pote de vidro, misture bem e leve à geladeira.

Depois, use o desodorante sempre depois do banho. Não é para colocar o dedo sujo dentro do pote, senão pode contaminar o desodorante (por isso eu recomendo usar sempre depois do banho, porque aí, em geral, suas mãos estarão limpas).

No verão, se guardado no banheiro, em geral o desodorante derrete, mas é só colocar na geladeira que ele solidifica novamente.

Esse creminho ajuda também a clarear um pouco as axilas, e o bicarbonato ajuda na questão do odor. O óleo essencial de tea tree atua como bactericida.

Ah, em geral eu faço um pote maior e coloco o triplo, o quádruplo dessa quantidade. Dura meses!

Quem fizer pode deixar aqui nos comentários o que achou da receita.


Beijos!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Minha Lua Nova em Escorpião (23/10/2014)



Ontem fiz aniversário. Completei 37 primaveras por aqui. Tirei uma carta do meu Oráculo da Deusa e quem vai me acompanhar durante a próxima jornada? Sim, ela. Minha mãe espiritual, minha madrinha: Freya. Que ela possa me trazer mais prazer, mais sabedoria, mais visão.

Daqui a alguns dias, Mercúrio não estará mais retrógrado. Amanhã, teremos outro eclipse (já tivemos um lunar neste mês de outubro e amanhã teremos um solar). Embora as energias desse eclipse possam complicar nossas respostas, o melhor é sempre utilizar uma abordagem direta em relação à vida. A honestidade deve falar mais alto durante esse eclipse, em relação a si mesmo e em relação aos outros.

Amanhã também teremos Lua Nova em Escorpião.

São muitas, mas muitas emoções.

Quando a Lua está em Escorpião, tendemos a ficar focados. Nosso humor fica mais profundo, instrospectivo e até mesmo, podemos dizer, sensual. 

Perdemos a paciência com coisas que não são essenciais e não são autênticas. Começamos a lidar com sentimentos primordiais, e nossos limites devem ser respeitados nesse momento. 

Como num jardim, é hora de podar, regar, cavar, investigar e contemplar. 

Quem tiver Lua em Escorpião, terá visão de raio-X e poderá ver além da raiz de um problema. 

Nesta Lua Nova, precisaremos de solidão, não de isolamento.

Nossos sentimentos estarão mais profundos e estaremos enxergando não apenas as partes belas da vida, mas também nossas sombras, nossos medos, frustrações, tristezas, raivas, abandonos, perdas.

Mas isso não significa que esse seja um período ruim. Porque, com os sentimentos ruins, com a destruição, aparecem também as novas energias que nos impulsionam a fazer algo diferente. 

Nós precisamos aprender a andar na luz e na sombra. Deixar que essa Lua em Escorpião nos mostre sentimentos reprimidos de que você não necessitamos mais para que possamos começar tudo de novo.


Conectar-se com a água. Chorar o que tive que chorar. Deixar ir embora o que tiver que ir. Tomar um banho quente e cuidar de nós mesmos. Tentar manter nossas águas limpas. Isso vai passar. Confiar na escuridão e confiar na nossa intuição.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Curso "Ervas, Consciência e Cura"

Data: 7/9/2014

Horário: 10 às 16:30

Local: Rua Laboriosa, 89 - São Paulo/SP

Os saberes xamânicos com ervas, plantas, alimentos e frutas é imenso: cura do corpo físico e emocional, banhos, limpezas energéticas, incensos, plantas de proteção pessoal e para a casa. 

Fazer contato com esse conhecimento é transformador. O mais incrível é a consciência das plantas. Sim, elas tem consciência e querem se comunicar conosco e vocês vão compreender como.

Vou trazer receitas familiares e ancestrais de xaropes e chás que faremos na hora, e um creme de beleza super natural, a Cleopatra usava. Este conhecimento é para o dia a dia dos que buscam a saúde com naturalidade. É de grande ajuda para os alérgicos e aos que estão iniciando ou praticam o vegetarianismo.

Na entrada será servido um café da manhã.

O programa:
Limpeza energética com ervas e incensos.
A energia vegetal.
A consciência vegetal.
Limpezas e proteção.
Tratamentos caseiros: resfriados e febres, tosses, ouvido e garganta.
Incensos.
Chás e xaropes.
Inflamações de pele, machucados, espinhas e espinhos.
As plantas dos planetas.
Banhos de cura, limpeza e prazer.
Doenças variadas.
Ervas para emoções e sentimentos.
Plantas ritualísticas, sagradas e mágicas.
Plantas afrodisíacas.
Ao final do aprendizado vocês farão um diagnostico da própria necessidade para harmonizar o corpo e receberão ervas para levar.

Valor: R$ 110,00

INSCRIÇÃO AQUI:
http://cinese.me/encontros/ervas-consciencia-e-cura

(Incluso ervas, café e contribuição para as casas Laboriosa 89 e Ateliê em Rede)

domingo, 31 de agosto de 2014

O cheiro da chuva na terra molhada

Vejo um incenso chamado "terra molhada". Diante da possibilidade de levar para casa, e ter ao meu dispôr, a qualquer momento, o cheiro que mais aprecio no mundo, levo comigo uma cartela cheia deles.

No aconchego do lar, semanas depois, acendo um incenso e a decepção toma conta de mim, pois o tal incenso sequer alcança o aroma original.

Meia hora depois, uma ventania. Nuvens escuras depois de um dia de sol quente. E lá vem ela, a chuva, que tão desaparecida anda no lugar onde vivo. E, sem seguida, o odor magnânimo, o cheiro de chuva tocando a terra seca que me delicia desde que sou criança.

Há coisas que as mãos dos homens não conseguem fazer, por mais que queiram. Somente a natureza pode me trazer essa sensação. Espero ter aprendido dessa vez.