segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Tenda Vermelha, de Anita Diamant


Mas vejam só vocês. A gente acha que escolhe um livro para ler, mas, na maioria das vezes, o livro é que escolhe a gente. Em março, peguei nas mãos pela centésima vez o livro “A Tenda Vermelha”, de Anita Diamant, publicado pela Editora Sextante no Brasil e que teve mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

A despeito do tema menstruação, que muito e sempre me interessa, eu não gosto de ler romances históricos. Temas bíblicos também não me agradam. Então por que haveria eu de ler aquele livro justamente agora?

O fato é que passei dois meses absorvida, no meu pouco tempo livre, pela leitura desse livro. Encantanda com as possibilidades antigas das mulheres em suas tendas vermelhas. E, para quem não puder (ou simplesmente não quiser) ler o livro, vou tentar fazer um resumo, a partir de agora, de como eram as tendas vermelhas nos tempos antigos.

Quando a menina tinha sua primeira menstruação, as mulheres da casa (mães, irmãs mais velhas e criadas, por exemplo) entoavam uma canção gutural reservada ao nascimento, à morte e ao amadurecimento das mulheres. As mulheres menstruavam na Lua Nova, e com a primeira menstruação de uma menina suas unhas e sola dos pés eram untados com henna, assim como suas pálpebras eram pintadas de amarelo. Elas recolhiam todas as joias que conseguissem encontrar e forravam os dedos das mãos e dos pés, os tornozelos e os pulsos da menina. Cobriam-lhe a cabeça com o mais fino bordado e levavam-na para a tenda vermelha. Lá dentro cantavam às deusas.

Enquanto as mulheres cantavam canções de boas-vindas, a moça comia mel de tâmaras e bolos de fina farinha de trigo com a forma triangular do sexto feminino, e bebia vinha doce. Tinha suas costas, braços e ventre massageados com óleos aromáticos até ser adormecida. Depois era levada para desposar a terra, conforme ritual descrito a seguir.

Levava-se até a menina uma taça de metal polido com vinho fortificado, escuro e doce, com propriedades sedativas. Depois, pintava-se uma linha vermelha dos pés até o sexo e, a partir das mãos fazia-se um padrão de bolinhas que era conduzido até o umbigo.

Para que a menina pudesse “enxergar longe”, usaram kohl em seus olhos e perfumavam-lhe a cabeça e as axilas. Tiravam-lhe a roupa que usavam e colocavam-lhe uma mortalha para placenta que ficava dentro da tenda vermelha como vestido. As outras mulheres alimentavam a menina e tudo era feito em clima de festa e amor. Seu pescoço e suas costas eram massageados, canções eram entoadas, todas dançavam e batiam palmas.

Havia então a parte final do ritual, que eu não vou descrever aqui por receio de alguém ler e sair fazendo a mesma coisa por aí, o que não acho, de modo algum, indicado. Se quiser descobrir, vá ler o livro (rs).

A menina, então, era conduzida de volta para a tenda vermelha, onde dormia. Era considerado de bom augúrio se ela sonhasse e perguntava-se que forma a deusa tinha tomado em seu sonho.

Depois desse ritual, a moça ficava na tenda durante os três dias seguintes, recolhendo seu fluxo num vaso de bronze, já que “o primeiro mênstruo das mulheres constituía poderosa libação para a horta”. Quando o ritual acabava, havia um costume mais antigo ainda de aguardar sete meses após a primeira menstruação para que a moça pudesse se casar. Depois disso, passavam a usar um tipo de cinto que as identificava como mulheres que já haviam menstruado.

Hoje em dia, as mulheres não mais celebram a menstruação das meninas e, antigamente, era considerado um tabu não fazer essa celebração do primeiro sangue, recebendo a menina na vida de mulher com cerimônia e com ternura.

Depois da primeira menstruação, as meninas eram consideradas mulheres e passavam a usar, além do cinto citado anteriormente, um avental e a cobrir a cabeça. Também havia a vantagem de não precisar carregar e ir buscar coisas durante a Lua Nova, quando poderia sentar-se junto das outras mulheres dentro da tenda vermelha durante 3 dias e 3 noites, até a primeira visão da Lua Crescente. Durante esses três dias, o sangue vertia em cima de palha fresca.

De fato, era respeitado o período de descanso menstrual mensal das mulheres dentro das tendas vermelhas. Para mim, esse era um ponto de valorização das mulheres. E uma outra evidência dessa valorização, em minha opinião, é que, “após o nascimento de um menino, as mães descansavam de uma lua à outra, mas o nascimento de uma doadora de vida requeria um maior período de separação do mundo dos homens”.

E você acha que as mulheres ficavam quietinhas na tenda vermelha? Não. As mulheres grávidas podiam entrar na tenda e falar sobre o que sentiam a cada mês. As outras falavam das façanhas de seus filhos e filhas. Trançavam o cabelo uma das outras e faziam massagens nos pés umas das outras com óleos, bem como comiam bolos e davam o peito a seus bebês.

Muitas mulheres, durante sua menstruação, só usavam as cores vermelho e amarelo, as cores do sangue da vida e o talismã para uma menstruação saudável.

Havia mulheres que não podiam entrar na tenda vermelha? Sim. Aquelas que já haviam passado do seu período de engravidar e as que ainda não haviam menstruado.

E, para terminar, a fala de uma das personagens do livro, Zilpa:

“O fluxo escuro do mês, o sangue curandeiro do nascimento da lua, para os homens isto é fluxo e mau feitio, aborrecimento e dor. Eles imaginam que nós sofremos e consideram-se sortudos. Nós não os desenganamos. Na tenda vermelha, a verdade é conhecida. Na tenda vermelha, onde os dias passam como uma corrente ligeira, enquanto o dom de Innana corre por nós, limpando o corpo da morte do último mês, preparando o corpo para a vida do novo mês, as mulheres dão graças pelo repouso, pela restauração, pelo conhecimento de que a vida vem de entre as nossas pernas, e de que a vida custa sangue.”

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lua Cheia em Libra - 6/4/2012

Sou libriana, e por isso adoro quando a Lua Cheia está no meu signo, Libra.

Nos boletins sobre astrologia que recebo, o foco tem sido o sol em Áries (que traz uma energia mais individualista) e a lua em Libra (que traz uma energia mais de coletivo), então é interessante, nesta Lua Cheia, refletirmos bastante sobre os nossos interesses como indivíduos e o que é viver em um coletivo.

Para mim, a energia de Áries é mais guerreira, mais individualista, de alguém que vai atrás do que quer e atinge suas metas com mais objetividade. Já o libriano também vai atrás do que quer, mas é mais estrategista, diplomata, pondera mais (e também costuma ser mais indeciso) e também costuma pensar mais nos outros, e não só nele. O ideal, para mim, é ficar no meio desses dois polos e assim, podemos aproveitar para pensar no seguinte: como posso atingir meus objetivos sem passar por cima dos outros? Como decidir rapidamente, sem ficar horas e horas pensando em finais que, muitas das vezes, são impossíveis e até mesmo absurdos?

A grande questão, nessa Lua Cheia em Libra, é aproveitar a energia desse signo para descobrir soluções para problemas que enfrentamos como um grupo, como, por exemplo, questões ambientais, ou mesmo questões familiares. É um bom momento para estabelecer parcerias e trabalhos de ajuda mútua, colaboração e cooperação. Definitivamente, este não é um momento de competição e de apontar os defeitos alheios.

Para mim, pessoalmente, neste ciclo, a pergunta que fica é: como achar o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho?

E você? Que tipo de equilíbrio está precisando achar em sua vida?

domingo, 18 de março de 2012

Meus novos chás - The Tea Gourmet




Fiquei um pouco cansada dos meus chás e resolvi inovar, procurando lojas de chá em São Paulo. Aquelas que achei ficam longe de onde moro, e a opção que encontrei na internet foi a The Tea Gourmet.

Os chás, que não são nada baratos (talvez porque sejam importados dos Estados Unidos), vêm acondicionados em “latinhas de papelão”, uma de cada cor. No recipiente, há os selos da USDA Organic (The National Organic Standard – USDA NOP) e o selo “Produto Orgânico Brasil”, que significa que o chá foi certificado por uma auditoria, com garantia de que os produtos utilizados nos blends são realmente orgânicos.

Comprei três blends, a saber:

Rooibos Bourbon = chá de rooibos e fava de baunilha

Ayurvedic Revitalising = chá de rooibos, alcaçuz, cardamomo, casca de laranja, canela e gengibre

Masala Chai = chá preto, gengibre, canela e cardamomo

A única coisa de que não gostei é que as embalagens trazem um lacre que, quando retirado, deixa cola e papel na tampa da latinha.

Hoje, pela manhã, experimentei o Ayurvedic Revitalising e gostei bastante do sabor. Ele é bem docinho e ao mesmo tempo picante. No inverno, deve dar uma boa esquentada. Vale dizer que adoro chás bem doces, mas esse é doce ao extremo!!!

sábado, 10 de março de 2012

Preparação para o outono de 2012



Começo a me preparar para o outono.

E o que pretendo fazer este ano?

Primeiro, um curso de culinária para o qual a Ana Karina, do blog Universo Eco-Feminino, me convidou pelo Facebook, chamado Alimentação saudável para o outono.

Haverá uma caminhada pela mata e, depois, aprenderemos a fazer os pratos. Vocês não imaginam o quanto estou ansiosa para fazer este curso, que será dado numa área, aqui em São Paulo, da qual eu e minha família gostamos muito: Embu das Artes. Vocês encontram mais informações sobre esse curso aqui e aqui.

Há alguns, já comecei a sentir as noites um pouco mais frias. E fico lembrando de quando eu era novinha e tinha de praticamente levar um guarda-roupa comigo quando saía de casa pela manhã. De manhã era aquele friozinho, depois esquentava horrores e, de noite, quando eu ia para a faculdade, esfriava de novo. Nostalgia...

É nesse tempo que temos de ir nos acostumando de novo a olhar para dentro, a nos preparar para o frio que chegará no inverno. É o tempo das magias com a maçã, dos meus potes com grãos (falando nisso, ano passado, no outono, montei um pote de grãos lindo. Fiquei com preguiça de tirá-lo do meu altar e adivinhem o que aconteceu? Sim, ele caiu no chão e se espatifou todo).

Esses dias recebi o informativo de uma loja de produtos esotéricos do exterior, e ele trazia duas questões para reflexão nesse outono, que eu agora compartilho com vocês, em português:

* Que coisas eu fiz que perdurarão durante toda a minha vida e que experiências podem seguir para a ‘compostagem’?

* Pense em algumas mulheres sábias do meio em que você vive. Discuta sobre os dons que cada uma delas traz para você e para a comunidade em geral.


Adoraria ver respostas para essas perguntas aqui nos comentários do blogue. Beijo para vocês e tenham tod@s um lindo outono!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Lua Nova em Peixes - 21/2/2012

Esta Lua Nova nos convida a refletir sobre os reais desejos que temos dentro de nós e nos inclina a estar com pessoas que têm esse mesmo desejo. Esse é um momento que traz intuição, insights e dá aquela força para você se inserir no incosciente coletivo.

Nesta Lua Nova, medite a respeito das mensagens que a vida está lhe trazendo e preste bastante atenção ao seus sonhos, pois eles, através de sua simbologia, poderão lhe ajudar.

Não seja egoísta ao ficar pensando em sonhos que farão bem somente a você. Pense no coletivo, tenha compaixão pelo próximo e faça uma forcinha para não perder sua conexão com a natureza e com os outros, afinal, somos todos filhos de uma Mãe só.

Chega de se sentir sozinha (descobri hoje, lendo um texto na Web, que todos os vícios têm uma mesma raiz: a sensação de se sentir sozinho). O momento é de agir, a favor de sua comunidade. Como você pode ser útil ao outro?

Lembre do coletivo, e não esqueça de si mesma. Seus sonhos são importantes, então coloque-os em prática, pois a vida é muito curta. Se houver outras pessoas que compartilhem de seu sonho, melhor ainda.

Cuidado com as distrações que podem causar acidentes, com vícios e também com discussões.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Clara Nunes - Banho de Manjericão

Hoje apareceu uma pessoa no Facebook dizendo que havia tomado um banho de manjericão e estava se sentindo muito bem. Aí chegou um rapaz e postou o link para essa música da Clara Nunes, chamada "Banho de Manjericão".



Eu não conhecia a música, mas a adorei. E, como ela canta uma erva que sempre anda pelo blog, decidi compartilhá-la com vocês!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Maria Fernanda Cândido e a aromaterapia

Sempre achei a atriz Maria Fernanda Cândido uma mulher diferente. Ela é muito bonita, é talentosa e, quando soube que era uma das sócias da Casa do Saber, pensei: "Uau, além de tudo ela é inteligente!".

Estava lendo uma revista Claudia na sala de espera de um consultório médico e comecei a ler a matéria sobre Maria Fernanda, que também estava na capa.

Para meu deleite, descobri que, além de tudo, Maria Fernanda Cândido gosta de aromaterapia!!! Duvida? Então leia aqui:

"Mas meu maior hobby mesmo é cuidar das plantas. Tenho rosas brancas de pétalas perfumadas, uma coleção com uns oito tipos de jasmim, orquídeas - uma delas solta aroma de chocolate! - e muita lavanda. Estas últimas, amasso dentro da água da banheira e mergulho num banho de imersão divino. Óleos essenciais são outra mania que tenho. Há difusores pela casa toda. Uso o de laranja doce para abrir o apetite das crianças. O de alecrim para acordar bem, pois estimula e traz alegria. No meu quarto, ponho canela com laranja, que tem um apelo mais feminino. Meus filhos detestam o de capim-limão! É o aroma da concentração. Gosto de usar quando preciso decorar textos à noite. E, se quero deixar o cabelo com um cheiro maravilhoso, sigo a seguinte receita antes do xampu: gotas de alecrim e e menta no couro e de lavanda e grapefruit no comprimento, misturadas a creme hidratante."

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Jasmim




Jasmim (Jasminium officinale, Jasminum grandiflorum, Jaminum sambac, J. odoratissimum)

Gênero: feminino
Planeta: Lua
Elemento: água
Energia: doce, quente, estimulante
Família: oleáceas
Melhor dia da semana para utilizar o jasmim: quarta-feira

Parece brincadeira, mas existem mais de 500 tipos de jasmim, essa planta que adoro e que exala um cheiro maravilhoso à noite. De todos, o mais conhecido, ao menos em forma de chá, é o Jasminium officinale, também chamado de “jasmim verdadeiro”.

Diz-se que as bruxas usavam as flores de jasmim em feitiços de amor e em feitiços para atrair prosperidade e induzir sonhos proféticos. Trata-se também de uma flor ritual para o sabá do Equinócio de Primavera (mas algumas pessoas gostam de utilizá-la em Imbolc).

Medicinalmente falando, essa flor cria uma sensação de bem-estar e elimina a ansiedade. É usada como afrodisíaco (principalmente se esfregada na pele) e diz-se que cura impotência e frigidez. Também é utilizada para aliviar infecções nos olhos. O chá de jasmim também age como estimulante, fazendo com que as pessoas se sintam mais positivas em relação à vida.

Diz-se que o jasmim também ajuda pessoas que são perfeccionistas e gostam de julgar os outros (então deve ser muito boa para os librianos, rs).

Seus significados são “eloquência”, “doçura”, “amizade”, “charme” e “afeição”. Também se diz que pessoas que escolhem o jasmim estão em busca de conhecimento e crescimento espiritual.

Sonhar com o jasmim é sinal de sorte (inclusive no amor).

Além de acalmar, o jasmim também pode ser utilizado para melhorar a função respiratória. Deve-se tomar após o jantar, 1 xícara por dia no máximo.

Não existe um óleo essencial de jasmim, mas sim um absoluto, que contém poderes curativos. A fragrância é absolutamente rica e sensual. Alivia o estresse, ajuda a remover bloqueios emocionais, acalma medos e ansiedade, e é levemente eufórica.

O jasmim é sagrado para Kama, deus hindu do amor, que usa o jasmim para untar suas flechas. Também é sagrada a Vishnu, Diana, Adônis, Deméter, Ceres, Cerridwen, Cernunnos, Fauna, Perséfone, Pan, Maeve, Ártemis, Zeus e Ísis.

Scott Cuningham diz que as flores secas devem ser utilizadas em poções de amor e que atraem um amor espiritual (ao contrário do amor físico). Essas mesmas flores atraem prosperidade se forem levadas junto do corpo, queimadas ou utilizadas. Para os sonhos proféticos, devem ser queimadas no quarto.

Segundo Maria Teresa Modro, melhora o humor e auxilia na cura da depressão. Aumenta a riqueza, prosperidade e afetividade no casamento e também é ótima para auxiliar em dores intensas como luto e perdas.

Algumas outras propriedades mágicas são: espiritualidade, visões, confiança, cura de “corações partidos”, projeção astral, negócios, processos legais, paz, sexo, aumento das qualidades femininas, boa sorte, luxúria, magnetismo (para atrair homens), equilíbrio, harmonia, proteção e boa para fazer meditação. Limpa a aura e estimula a criatividade.

Para os chineses, essa flor é o símbolo da doçura feminina.

Para mulheres com baixa autoestima, recomenda-se tomar um banho com chá de jasmim à luz de velas branca e roxas. Diz-se que elas enxergarão a beleza e a sexualidade dentro de si mesmas.


Bibliografia

Brigitte Mars. The Sexual Herbal – Prescriptions for Enhancing Love and Passion.
Earl Mindell’s Herb Bible.
Richard Webster. Flower and Tree Magic – Discover the Natural Enchantment Around You.
Gerina Dunwich. Wicca Garden – A Modern Witch’s Book of Magickal and Enchanted Herbs and Plants.
Deepak Chopra e David Simon. O Guia Deepak Chopra de Ervas.
Scott Cuningham. Cunningham’s Encyclopedia of Magical Herbs p.147.
Maria Teresa Modro. Apostilas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Datas importantes: luas, plantio, colheitas

Compartilho agora com vocês algumas datas importantes para quem trabalha com plantas (a fonte original dessas datas é Dawn “Belladonna” Thomas):

Lua Cheia – 7 de fevereiro

Lua Nova
– 21 de fevereiro

Lua Cheia
– 8 de março (Que Lua Cheia poderosa, bem no Dia da Mulher!!!)


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Melhores dias para plantar

Fevereiro: 4, 5, 13, 14, 17, 18, 22, 23, 26, 27, 28

Março: 2, 3, 4, 11, 12, 15, 16, 17, 20


Melhores dias para colher

Fevereiro: 15, 16, 19, 20, 21

Março: 13, 14, 18, 19