sábado, 12 de setembro de 2009

Meu sonho de consumo atual



Esses dias eu fiz um "sun tea". Nesse tipo de chá, em vez de usar o fogo, você usa a energia do sol. Você coloca as ervas num pote, tampa, deixa no sol de 3 a 5 horas e depois toma. Mas é preciso ter muito cuidado, pois há estudos que comprovam o fato de que, desse modo, a infusão fica mais propensa a bactérias.


Minha professora do curso de ervas falou que existiam recipientes específicos para fazer esse tipo de chá e dei uma busca na Internet. Achei então um site que vendia vários modelos e me encantei com esse da foto.


Pena que é caro, e acho que também é delicado importar um recipiente de vidro como esse (ainda mais o modelo de que gostei, que é fininho).


Bom, eu vou ficar por aqui sonhando com ele (rs). Se quiser, dê uma olhada em outros modelos aqui.

domingo, 6 de setembro de 2009

Selo "Seu Blog é Mágico"


Não sou muito adepta dos selos, mas não pude resistir a esssa fofura que a Luciana Onofre (blog Crianças Pagãs) enviou.


Minhas respostas para as perguntas:
1) Música mágica: Bachelorette, da Björk
2) Filme mágico: Coração de Tinta
3) Viagem mágica: qualquer floresta
4) Arte mágica: A arte da Adriana Carvalho, que me foi apresentada pela Luciana, é realmente mágica!

E minhas indicações:

sábado, 15 de agosto de 2009

Curiosidades sobre as árvores

Estava eu folheando uma revista quando vi uma propaganda da revista Superinteressante sobre as árvores. Ela começava assim: Para as friorentas, lenha. Para as calorentas, sombra. Na página seguinte, havia um Para a leitora da Super e, embaixo, o que uma árvore significa para a leitora da revista:

* A copa das árvores abriga 70% das espécies de uma floresta tropical - numa única árvore da Amazônia foram encontrados 1.200 tipos de besouros.

* Entre 2000 e 2005, o Brasil foi responsável por 42% das florestas desmatadas no mundo. O ritmo de desflorestamento no país é 6 vezes superior à média mundial.

* Quase 95% dos brasileiros nunca viram um pau-brasil. Mas a madeira continua sendo exportada: ela é usada na confecção de arcos de violino, na Alemanha.

* Um bom lugar para se proteger de raios é dentro de uma mata fechada. A diversidade de tamanho das árvores reduz a chance de você ser atingido.

* 70% da madeira ilegal da Amazônia é destinada à construção civil. Desse total, quase metade vira estrutura de telhado.

* A cruz em que Jesus morreu provavelmente foi feita de oliveira. O único cadáver encontrado de uma crucificação da época possuía fragamentos dessa madeira.

Por trás da propaganda, a mensagem de que a leitora dessa revista é mais bem informada. Como se uma mulher que pensa na árvore como meio de ter sombra ou lenha valessem menos. Por milênios, homens e mulheres só pensaram nas árvores nesses termos, e acho que isso não quer dizer que valessem menos do que nós, "as superinformadas".

Mas convenhamos: você não gostou de saber que pode correr para baixo de uma árvore em caso de tempestade? (rs) Minha avó sempre me disse para fugir delas quando estivesse chovendo muito, mas, pelo jeito, isso deve ser mito. Ou não. Confio mais na minha avó do que na Superinteressante (rs).

Sobre a questão do desmatamento, acho que esses números são grandes porque são proporcionais ao tamanho de nossa área verde. Ou não?

E sobre os arcos de violino: em Paraty também tem um monte de réplicas do Cristo Redentor feitas em pau-brasil sendo vendidas.

Nunca pensei que um anúncio de revista iria me trazer tantas questões. Bom, agora os leitores do blog (e eu) sabemos um pouco mais sobre as árvores. Sem perder nosso senso crítico, é claro.

Minha cozinha


Segundo Luciana Onofre, esta deveria ser a minha cozinha. E eu assino embaixo, porque é belíssima!


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Olíbano




Nomes científicos: Boswellia carterii e Boswellia thurifera

Eis-me aqui escrevendo sobre o olíbano (conhecido também como frankincense ou frankincenso).

O olíbano é uma resina da parte sul da Arábia. Os chineses o utilizam em forma de pó e em chás (uso interno) como cura para o reumatismo e cólicas menstruais. O uso externo servia para ferimentos em geral, já que é um poderoso antisséptico. Pelo que me consta, esse uso interno era feito pelos antigos. Não tenho relatos sobre o uso interno atualmente, portanto NÃO TENTE TOMAR CHÁ FEITO A PARTIR DA RESINA DE OLÍBANO!!!

Magicamente falando, é dedicado ao deus Rá e a Baal.

É muito bom para usar em ambientes carregados, já que é um poderoso purificador, com a vantagem de também ser protetor. Você pode usar para consagrações, exorcismos, para "chamar" espíritos e também na meditação, já que ajuda a se concentrar.

Aconselha-se utilizá-lo para seu crescimento espiritual (que é "acelerado" por ele) e também para atrair sorte. Acalma e clareia as idéias.

Em termos medicinais, ajuda a aliviar bronquite, tosse e laringite. Mas é para usar a fumacinha do incenso, não é para tomar.

De acordo com Richard Webster (2008), "os antigos romanos acreditavam que a fragrância desta resina queimada, junto com a verbena, faria a mais fria das mulheres ter seu desejo sexual de volta".
Para finalizar, uma dica prática: tenha um pilão só para as resinas. Esse negócio gruda no pilão e parece que nunca mais sai. Se alguém tiver uma dica de como retirar resinas do fundo do pilão, eu aceito (rs).

Planeta: Sol

Gênero: masculino
Informações atualizadas pela Inês, do blog Stregheria Prática: o olíbano também é oferenda para Ares (deus da guerra) e para Themis (deusa da ordem universal).

quarta-feira, 15 de julho de 2009

exposição Cuide de Você - Sophie Calle


Aguardava com ansiedade a exposição “Cuide de Você”, da artista plástica francesa Sophie Calle, no Sesc Pompéia, aqui em São Paulo, a despeito de todo horror que tenho pela língua francesa.

Para quem não sabe, tudo começou quando Sophie recebeu um e-mail de seu namorado, o escritor Grégoire Bouillier, terminando com ela (a carta está aqui, no fim da página).

Munida de sua dor-de-cotovelo colossal (rs), a artista enviou o texto para 107 mulheres, das mais diversas profissões, para que fosse analisado.

Na exposição, além das fotos de algumas dessas mulheres (algumas preferiram não ter seus rostos expostos, creio eu), há o “veredito” de cada uma. Por exemplo, a revisora critica o texto do escritor, dizendo-o repetitivo. A advogada diz que ele é egoísta, narcisista e por aí vai. Poucas são aquelas que não o criticam. Tem até uma vidente que tira o tarô para esse relacionamento interrompido, bem como uma atiradora que fura três vezes a tal carta.

Vale dizer que, para minha sorte, foi distribuído um caderninho com as traduções do francês, ou eu não teria entendido nada (o caderninho está aqui).

O depoimento mais sincero sobre a carta, na minha opinião, foi o da própria mãe de Sophie Calle, que disse, entre outras coisas, que ainda bem que ela não era velha e estava sendo trocada por uma mais nova e que, no amor, é assim mesmo: as coisas têm princípio, meio e fim... Que a filha era bonita e que não deveria se importar tanto com isso. Sábia mãe de Sophie Calle!!!!

Há também vídeos de várias artistas interpretando as cartas. Desculpe-me, mas a maioria das interpretações é chata e longa. Assisti a três ou quatro e saí correndo. Acho que não sou uma boa apreciadora de arte.

Agora o que mais me revoltou foi ter lido que a artista plástica e o escritor se encontraram na Flip (Feira Internacional do Livro de Paraty) e foram vistos de mãos dadas!!!! Eu sei que eles são adultos, podem voltar a namorar quando quiserem, mas a mulher fez uma exposição convidando todas as outras mulheres a compartilharem sua dor, transformou tudo isso num espetáculo e agora tem a pachorra de vir para o Brasil, justamente onde a exposição está, e ficar de chameguinho com o cara!

Como eu sou cara de pau, falei isso para o monitor da exposição. O rapaz, do alto de sua ingenuidade, disse que isso era impossível, que eles eram apenas amigos. Então eu perguntei a ele se ele andava de mãos dadas com os amigos por aí, porque eu mesma não tinha mais idade para isso.

Não convencido, pediu licença e foi embora, me deixando com cara de idiota (ok, alguns de vocês podem dizer que eu mereci isso).

Sempre gosto de ter o livro das exposições a que vou, mas dessa vez não dei um centavo do meu rico dinheirinho para Dona Sophie Calle.

Site da exposição http://www.sophiecalle.com.br/

Crédito das fotos utilizadas neste post: http://minasdeouro.glamurama.uol.com.br/tag/cuide-de-voce/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crianças de agenda cheia


Na minha vida, de um modo ou de outro, sempre vejo mães atolando seus filhos de coisas para fazer. É escola de manhã, de tarde tem balé, natação, futebol, judô, inglês... Isso quando não os colocam em cursos aos sábados, e as crianças vão se esquecendo de apenas ser.

Entendo que muitas mães (aquelas que têm condições, é claro!) queiram preparar a cria para o futuro, alegando que se hoje, com faculdade e pós-graduação, já é difícil conseguir um emprego, imagine o que uma pessoa "despreparada" poderá "conseguir" no futuro. Por experiência própria, sei que algumas de nós tentam fazer esse tipo de coisa até mesmo para compensar a falta que fazemos às crianças, correndo atrás de nossas carreiras.

Infelizmente, assim, crianças ficam sem tempo até para brincar!

Algumas fazem suas refeições correndo para não "perder" a próxima atividade, esquecendo-se de que esse é um grande momento de conexão com a natureza, em que ela deveria honrar os alimentos que são oferecidos a ela e partilhar com a família, com seu círculo, um momento sagrado.

Essas questões já estavam em minha cabeça há algum tempo, e ontem, lendo uma entrevista da psicanalista Maria Rita Kehl no Estadão (ela está lançando um livro chamado O tempo e o cão — A atualidade das depressões - Boitempo Editorial, 304 pp., R$ 39), consegui achar algumas respostas para esse fenômeno:

"O que me preocupa é que, na tentativa de fazer render o tempo desde o começo da vida, hoje os pais de classe média e alta começam a educar seus filhos seguindo o mesmo princípio da agenda cheia. Algumas dessas crianças de compromissos se tornam insatisfeitas, dependentes de estimulação externa, incapazes de devanear e inventar brincadeiras quando estão desocupadas."

"A ansiedade materna, bem antes de se manifestar como expectativa pelo desempenho da criança, tem a ver com a presa em mantê-la sempre satisfeita. Mas a melhor forma de amar uma criança não é impedir que ela conheça a falta: a falta é constitutiva do aparelho psíquico. Ela não pode faltar! A criança começa a virar gente (sujeito) ao inventar recursos simbólicos para lidar com o vazio e a insatisfação."

Os grifos são meus. E esta foi uma pequena reflexão sobre o futuro de nossas crianças.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Post Especial # 100 - Meu altar no banheiro

As pessoas têm curiosidade em saber quem é a Green Womyn. Não vou mostrar minha cara aqui, mas alguns itens do meu "bathroom altar" (altar no banheiro).

Olhem só que oportunidade! (rs) Vocês estão entrando, agora, no banheiro da Green Womyn!



Sem brincadeiras agora: este foi o resultado de um curso sobre banhos que terminei há pouco tempo.

Na porta, uma colagem tosca (eu não tenho habilidades manuais) para a Deusa do meu banheiro: Afrodite. Com elástico de rendinhas nas pontas da cartolina rosa e tudo.

Depois, um relógio temático - que eu já tinha antes de fazer esta aula - para não perder a hora.

A terceira foto é um minialtar para Afrodite, com pérolas de rio rosas e perfuminhos doces. E tule, é claro!

Por fim, uma fonte de pedra, representando o elemento água (obviamente) e também o elemento terra, que são os elementos que mais rolam por aqui. (Sim, eu sei que ainda preciso de objetos para representar o fogo e o ar...)



sábado, 13 de junho de 2009

Manifesto Madrepérola

Segue, abaixo, o Manifesto Madrepérola, da querida amiga Celia:

"1. nós nos comprometemos a atuar em rede e em favor de todas as mulheres, evitando criticar de forma depreciativa qualquer uma de nossas irmãs, evitando deslegitimar suas posturas, momentos de vida e opiniões,e ao invés disso, oferecendo bases de identificação, compreensão e abertura ao diálogo mesmo quando não concordamos com elas;

2. nós nos comprometemos a apoiar de forma pessoal, emocional, moral ou qualquer outro tipo possível, mulheres passando pro processos de gravidez, parto, puerpério, amamentação e criação de filhos, compreendendo a tarefa de acolher e nos responsabilizar de forma coletiva por nossas crianças como um todo;

3. nós nos comprometemos a trocar com outras mulheres, nossos conhecimentos de qualquer espécie, nosso tempo, o produto de nossos ofícios, objetos e serviços sem o uso de moeda corrente;

4. nós nos comprometemos a debater em profundidade todos os assuntos de interesse da mulher, sejam de ordem privada ou pública, preservando o respeito e a legitimidade de todas as vozes femininas em seus discursos;

5. nós nos comprometemos a buscar visões mais femininas acerca de nossos próprios corpos, acerca da imagem de nossos corpos na sociedade e na mídia, e acerca de processos físicos particulares como menstruação, gravidez, amamentação e menopausa, visando acima de tudo diminuir a patologização e ahomogenização desses processos e promover o conforto da mulher em seu corpo;

6. nós nos comprometemos a buscar soluções de saúde e de cura, para nós e o planeta, que ao mesmo tempo resgatem conhecimentos antigos privilegiando os transmitidos por outras mulheres e inovem de forma holística superando a visão fragmentada e mecanicista de saúde e bem-estar;

7. nós nos comprometemos com o momento atual da terra e com a busca de soluções cooperativas, relacionais, amorosas e de cuidado, abandonando os comportamentos exploratórios e depredatórios da sociedade atual;

8. nós nos comprometemos com as plantas, animais e toda a vida na terra, com a proteção de espécies e habitats naturais, com a proteção da água e com um crescente senso de respeito em relação à soberania e direito àexistência de todas as formas de vida;

9. nós nos comprometemos com nossos filhos e filhas, rompendo com a transmissão fácil dos paradigmas vigentes e com a terceirização de nossas crianças, contando para isso com uma rede de suporte educativo entretodas as mulheres interessadas;

10. nós nos comprometemos com o desmantelamento de tudo o que é nocivo na sociedade em que vivemos, e com a criação e suporte a todo tipo de redes paralelas que valorizem uma existência sem consumismo, competição ou comportamentos predatórios;

11. nós nos comprometemos com a acolhida -especialmente mental e emocional- de outras participantes do manifesto, independente de diferenças individuais e do ponto em que estejam no processo de retorno aofeminino;

12. nós nos comprometemos com a queda de estereótipos sobre o feminino, superação de falsas dicotomias (positivo-negativo, natureza-cultura, sexual-espiritual entre outras) que localizam o feminino em oposição aoque simboliza o bom, desejável ou normal."

Coletivo Madrepérola

O que mais posso dizer sobre este belíssimo manifesto?!? Junte-se a nós!!!!!

domingo, 7 de junho de 2009

Juliette de Levy Bairacli


Faleceu, na semana passada, no dia 28 de maio, uma grande herbalista norte-americana: Juliette de Levy Bairacli.

Eu não conhecia o trabalho dela. Até que um dia, fuçando na página de uma das minhas herbalistas preferidas, Susun Weed, cheguei até seus livros e li um pouco de sua história.


Juliette nasceu em 1912 e se foi sem dores. Sou grata a esta mulher por ter deixado ao menos cinco ous seis livros publicados, além de um vídeo.

Para quem curte os bichinhos, Juliette foi pioneira em tratamentos herbais para animais.

Neste ano, também faleceu um renomado herbalista chamado Michael Moore (homônimo do documentarista norte-americano especializado em criticar a cultura norte-americana). Se quiser ler uma homenagem de Kiva Rose, herbalista da qual também gosto muito do trabalho, clique aqui.

Dois grandes herbalistas mortos em um só ano? Muito triste...

Mas também me entristece saber que no Brasil não há pessoas como eles. Sei que aqui os grandes herbalistas são pessoas simples, que moram no mato e herdaram a tradição de suas famílias, mas gostaria de ver também pessoas que sistematizessem seu trabalho com ervas, escrevendo livros, oferecendo as tais das herb walks (caminhadas em que o herbalista vai identificando cada erva e explicando para o que elas servem, além de dar dicas sobre ecologia etc.), criando escolas de herbalismo...
O herbalismo perdeu duas grandes figuras este ano [o anarquismo também, já que meu querido amigo Edgar Rodrigues se foi em 14 de maio deste ano, dia em que meu filho faz aniversário]. Dividiram tudo o que sabiam, e agora cabe às gerações mais jovens continuar o trabalho dos pioneiros.