Presta atenção em teus pensamentos, pois eles se tornarão palavras.
Presta atenção em tuas palavras, pois elas se tornarão atos.
Presta atenção em teus atos, pois eles se tornarão hábitos.
Presta atenção em teus hábitos, pois eles se tornarão o teu caráter.
Presta atenção em teu caráter, pois ele determinará o teu destino.
Talmude
terça-feira, 19 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
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sexta-feira, 1 de agosto de 2008
BRÍGIDA NOS PAÍSES BAIXOS (HOLANDA)

(TEXTO RETIRADO DA e-magazine "GODIN IN MIJ" - A DEUSA EM MIM)
" Oh, Brígida, rogai por nós ao nosso senhor Jesus, para que nossas terras sejam protegidas e que nós estejamos e continuemos livres das pragas que matam nossos rebanhos. Santa Brígida, rogai por nós."
Ela, que nós conhecemos como Deusa Brígida, Brigit, Bridie, foi honrada em nosso país como Santa Brígida (Heilige Brigida) em Limburg: "de Heilige Briej". Essa adoração aconteceu principalmente no sul da Holanda e na Bélgica, nas províncias Limburg e Brabant.
Esses nomes são, novamente, derivativos de Santa Brígida, uma santa que viveu na Irlanda entre 453 e 523 d.C. Ela era uma moça nascida em uma família de fazendeiros, que se tornouseguidora de São Patrício da Irlanda e, mais tarde, fundou seu próprio convento, inicialmente com 7 mulheres e que depois cresceu rapidamente. Santa Brígida viajou, assim como São Patrício, por toda a Irlanda e até mesmo na Escócia e Inglaterra. Durante suas viagens, ela angariava seguidores e fundava novos conventos. E muitos lugares próximos aos conventos (normalmente ruínas), particulamente fontes, receberam seu nome.
Em Kildare encontrava-se o maior convento por ela fundado. Em uma determinada época, ele era tão extenso que se podia falar de uma verdadeira comunidade. Nesse local não só se praticava o culto religioso como também eram realizadas pesquisas científicas.
Santa Brígida morreu aos 87 anos de idade em Kildare, no dia 1 de fevereiro de 523. Em sua honra, foi aceso um Fogo Sagrado, que seguiu queimando por séculos e que, após um determinado período, extinguiu-se. Em 1993, no dia 1 de fevereiro, a chama em Kildare foi novamente acesa e é mantida pelas "Daughters of the Flame" (Filhas da Chama).
Esse é um pequeno apanhado sobre a história de Santa Brígida de Kildare. Quando, a partir do ano 600 até meados de 1100, muitos monges irlandeses partiram para a Europa continental com o intuito de converterem os pagãos à religião católica, muitos dos santos, suas histórias e formas de adoração seguiram com eles. Assim, Santa Brígida também foi trazida ao continente e aos Países Baixos.
Levando-se em conta que o catolicismo na Holanda manteve-se principalmente em Brabant e Limburg, é nessas províncias que ainda são encontrados lugares sagrados à Brígida, na forma de Santa Brígida. Tais locais são reconhecidos porque há igrejas, capelas, fontes, relógios e inclusive agremiações ou fanfarras que receberam o seu nome. As cidades da Holanda nas quais Santa Brígida é venerada são: Noorbeek, Brunssum, Castenray, Herten, Itteren, Middelaar e Nieuwstadt (em Limburg) e Bavel, Den Bosch e Geldrop (em Brabant).
Neste artigo quero falar mais um pouco sobre a adoração de Brígida, sobretudo em Noorbeek, e também vou falar um pouco sobre Geldorp, levando em conta que estive nesses dois lugares e pude experimentar a presença de Brígida.
Noorbeek é uma pequena vila situada ao sudoeste de Maastricht, bem próxima à fronteira com a Bélgica. Para muitos, portanto, uma longa jornada de carro, caso você queira visitá-la. Mas vale a pena caso você esteja procurando por Brígida. Há uma igreja, uma capela, um pinheiro, uma fonte e até um albergue que receberam o seu nome em homenagem à Santa Brígida.
Que a adoração à Brígida aqui tenha permanecido tão vívida deve-se ao fato de essa parte sulista de Limburg ser uma verdadeira região agrícola, uma importante fonte de renda.
Quando, em 1634, a peste bovina se alastrou, os aldeões de Noorbeek e arredores tiveram a sorte de possuir uma igreja em homenagem à Santa Brígida. Essa Brígida era conhecida como protetora do gado e certamente possuía também qualidades de curandeira.
A sua associação com a pecuária vem do fato de que Brigid era originária de uma família de fazendeiros e claramente um "milagre" deve ter acontecido na fazenda de seus pais. O pai e a mãe de Brigid eram generosos e sempre doavam leite aos pobres. Quando houve falta de leite, Brigid rezou a Deus e viu suas vacas produzirem leite em abundância. Ela também foi conhecida como alguém com maravilhosos poderes de cura, principalmente sobre problemas relacionados à visão.
Os moradores de Noorbeek rezaram para Santa Brígida, ou Briej, como eles a chamavam, e prometeram decorar um grande pinheiro em sua honra todo segundo domingo após a Páscoa caso suas preces fossem atendidas. Então, toda Noorbeek e seus animais foram salvos da peste. Também nos anos seguintes até bem recentemente, quando a peste suína e a febre aftosa alastraram-se, a cidade não foi contaminada.
Até hoje, todos os anos, os homens solteiros de Noorbeek enfeitam um grande pinheiro vindo do bosque, o transportam em uma carroça especialmente enfeitada para a ocasião e o erguem (através de um sistema especial) no segundo domingo após a Páscoa. O Pinheiro de Brígida permanece, então, durante todo o ano bem próximo à Capela de Brígida (Brigidakapel), no meio da vila.Uma outra tradição em Noorbeek e nas vilas dos arredores acontece no dia 1o de fevereiro, aniversário da morte de Brígida, quando a água e a comida dos estábulos são abençoadas para garantir saúde e fertilidade.
Em outras vilas, nesse dia, galhos de aveleira são respingados com água benta e utilizados para bater levemente no gado de forma a purificá-lo e garantir fertilidade para o próximo ano. E há muito tempo atrás, procissões também eram feitas, nas quais Brígida era carregada pelos campos para garantir fertilidade.
Além do Pinheiro de Brígida, muitas outras imagens da santa podem ser encontradas. Em primeiro lugar na Capela de Brígida (Brigida Kapel), onde as pessoas podem rezar e também acender velas votivas para a Santa. É interessante notar que, aqui, Brígida é mostrada não só com uma vaca, mas também com uma vela.
Na Igreja de Brígida, pode-se encontrar uma linda imagem dela, com uma vaca ao seu lado, e com um cajado, o que no mundo católico aponta para a sua santidade, comparável ao cajado de São Nicolau (Sinterklaas, muito festejado na Holanda em 5 e 6 de novembro. n.t.). Além disso, também podemos encontrar sua imagem em um vitral, onde ela, com uma vaca aos seus pés, segura um livro. Essa imagem aponta para a sua vida como religiosa (freira).
Finalmente, há uma Fonte de Brígida, situada na aldeia de Wesch, assim chamada porque essa fonte antigamente era usada como lavanderia (was / wej- plaats. n.t.). Ela é ainda muito fácil de ser vista. A fonte é a origem do riacho Noor, que dá o nome à cidade de Noorbeek (arroio do Noor. n.t.). O motivo pelo qual essa fonte recebe o nome de Brígida não é completamente claro, mas na placa colocada à frente dela está escrito um texto de 1858 que diz: "Santa Brígida, rogai por nós". Há também histórias de curas de males nos olhos por meio de compressas feitas com a água da fonte.
Após esse resumo dos lugares de Brígida em Noorbeek, quero parar com um assunto que se aprofunda mais na pura aparência e costumes à volta de Santa Brígida nessa pequena vila de Limburg.
Como provavelmente muitos aqui já sabem, existem muitas Deusas, histórias de deusas e costumes que foram convertidos para a fé cristã. Geralmente porque os costumes e adorações seculares não puderam ser abafados pela nova fé, principalmente nos campos. Durante minha visita à Noorbeek isso ficou muito claro.
Há pessoas que clamam que a Deusa Brigid está reencarnada como Santa Brígida. Isso já é alguma coisa, queira você acreditar ou não. Mas realmente patente é que Santa Brígida possui um pouco de todas as qualidades e poderes que a bem mais antiga Deusa Brígida possuía.
Assim como a Deusa Brígida possui um proeminente aspecto ligado ao elemento Fogo, hoje há uma chama mantida em honra de Santa Brígida. Também o dia dedicado à memória da morte de Santa Brígida, 1 de fevereiro, é precisamente "acoplado" com Imbolc, a festa da Roda do Ano na qual a Deusa Brígida é honrada.
Mas... continuando em Noorbeek...
Primeiro e especialmente a fonte!
Brígida é a deusa da cura e da purificação. Durante séculos ela foi adorada como o poder de cura das fontes e poços, que possuíam sua água santa, muito antes da menina Brígida nascer. Os antigos celtas iam às fontes à procura de cura e purificação, porém eles também utilizavam essas fontes e poços como locais para fazerem pedidos (desejos).
A fonte possui, também, um aspecto triplo. Assim, a água era vista, em seu "aspecto Virgem (Donzela)", como literalmente uma fonte de inspiração. Além disso, a água era vista como fonte de fertilidade e, no caso de Brígida, o nutritivo leite tanto materno (Mãe) como bovino. Finalmente, a fonte era considerada como o local no qual as almas após a morte eram coletadas por Brígida em seu aspecto Anciã e de onde as crianças novamente renasciam. A fonte da morte e do renascimento, portanto.
Ainda durante nossa visita à fonte de Noorbeek, sentimos claramente a ligação com a Deusa, a fonte é muito natural e límpida, intocada mesmo após anos de uso. Nós fizemos nossos pedidos e jogamos nossas "oferendas" na água. Também colocamos laços nos galhos das árvores que crescem ao redor da fonte, um costume que neste lugar (ao contrário de outros lugares da Holanda) é bem comum. Finalmente, desenhamos uma Brigitcross no calcário da fonte. A Deusa Brígida, em nossa opinião, retomou seu lugar.
E no que concerne os outros costumes em Noorbeek em relação à Deusa Brígida, segue-se:
Um dos animais totêmicos da Deusa Brígida é a vaca branca com orelhas ruivas, que representava, como já foi dito, a fertilidade do aspecto materno. A associação de Brígida com a vaca é muito mais antiga que a história em torno da Santa Brígida.
Seria muita coincidência considerar que a decoração do pinheiro, cujos galhos são podados até o topo, aconteça perto do dia 1 de maio, ou seja, no 2o domingo após a Páscoa. Adicionando-se a isso o fato de que a decoração tem de ser feita pelos jovens solteiros e que no passado as moças solteiras eram tocadas por galhos, aponta para um antigo costume de Beltane de dançar e "fazer a corte" à volta do Mastro de Maio (May Pole), o que sugere o aspecto "amante" de Brígida.
Para finalizar, quero fazer uma pequena mudança de rumo em direção a Geldrop, que fica a leste de Eindhoven. A igreja que recebe o nome de Brígida é a maior igreja de cúpula no centro de Geldrop.
Atualmente, os costumes aqui foram resumidos em um especial "Dia de Brígida" (Brigidadag) em 1o de fevereiro, mas para mim esse continua sendo um lugar extrordinário, fortemente ligado à Deusa.
Durante minha visita à Igreja de Brígida, pude experimentar uma energia feminina muito forte e dominante, muito mais do que em qualquer outra igreja (e eu já estive em muitas...). Talvez pela forma arredondada do centro (cúpula) da igreja, onde imediatamente abaixo da qual um tapete redondo com a imagem do céu e da Terra foi colocado ou talvez ainda pela notável quantidade de imagens femininas, principalmente Anna, Maria (há também uma bonita capela de Maria, que é "acoplada à igreja) e mesmo de Maria Madalena.
Talvez porque aqui Brígida também esteja muito presente, seja em imagens, em estandartes que apontam para Kildare ou seja em símbolos, como as cruzes na forma de Brigitcrosses ou então talvez porque aqui há uma notável imagem, que para mim só pode ser uma representação da Deusa Brígida: Com cabelos soltos (e portanto claramente não a devota religiosa), um carneiro aos seus pés como símbolo de Imbolc e em suas mãos um bula medicinal, o símbolo da cura.Mas isso não importa. É ótimo que existam lugares na Holanda onde podemos experimentar sua divina energia feminina, onde reencontramos a Deusa em nosso país. E eu espero que, com esse artigo, eu tenha ajudado um pouco vocês a achar o caminho.
MARION VAN EUPEN
Nota: Esse artigo foi escrito por Marion van Eupen, após sua viagem,feita em companhia de outras mulheres do Godinnentempel, à região sul dos Países Baixos (Limburg e Maastricht). A tradução respeitou o uso dos nomes da Deusa Brigid pelas sacerdotisas da Holanda, ou seja, Brígida.
Marion van Eupen em suas palavras: "Como Sacerdotisa de Brigit-Anna, estou ligada ao Godinnentempel (Templo das Deusas) em Hillegom e à paisagem da Holanda. Juntas tentamos novamente celebrar as antigas tradições da Deusa, originárias das regiões celtas, germânicas e normândicas, de uma madeira nova e moderna. Há tantas coisas valorosas que se perderam ou que nunca foram entendidas E há tantas coisas lindas para serem novamente experimentadas em conjunto. O feminino ( "moederland" - pátria mãe) deve primeiro ser novamente reconstruído para, depois, juntamente com o masculino ("vaderland" - pátria pai *), crescermos e formarmos um grande UM ("het mensenland" - a pátria humana). Nós convidamos você para juntas descobrirmos, experimentarmos, crescermos e celebrarmos. Com amor, luz e sorrisos, Marion.
*na Holanda usa-se, sempre, "vaderland"- pátria pai - ao se dirigir ao país. (n.t. )
Traduzida por Renata Almeida de Queiroz, freqüentadora do Godinnentempel. Renata é uma querida SIG, brasileira, mas que mora na Holanda.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Origem de alguns nomes de flores

Não é à toa que todo mundo gosta de ganhar flores. A palavra, que na botânica dá nome ao órgão reprodutor dos vegetais superiores (com raiz, caule, folha, flores e sementes), vem do latim floris (genitivo de flos) e significa “a parte mais vigorosa”, “brilho” e “beleza”.
AZALÉIA = O termo vem do latim azálea, derivado do grego azaléos, que tem o sentido de seco, árido e ressecado, como a planta que nasceria da terra seca. Em Portugual, escreve-se azálea.
CRAVO = Provém do latim clauus, que designa prego ou cravo. O nome da flor foi posterior à denominação da especiaria cravo (proveniente do botão dela), de formato similar ao de um prego.
DÁLIA = O nome desta espécie é uma homenagem ao botânico sueco Anders Dahl (1751-89), que a levou do México para a Europa no ano de 1789.
HORTÊNSIA = A denominação desta flor chinesa é uma homenagem que o naturalista francês Commerson fez a Hortense Lepaute, nome da esposa de um amigo seu. Commerson foi quem trouxe a planta para o Ocidente, batizada por ele a princípio de “lépautia” (o sobrene de Hortense).
GARDÊNIA = Nativa da China, esta planta recebeu do pai da Botânica, o sueco Carl Lineu, o nome latino gardenia. O feito, ocorrido em meados de 1700, foi uma homenagem ao amigo, médico e botânico escocês Alexander Garden.
MAGNÓLIA = O nome desta flor foi estabelecido em 1703 pelo botânico francês Charles Plumier, em homenagem ao também botânico francês Pierre Magnol (1638-1715).
MARGARIDA = O nome desta flor deriva do latim margarita, cujo significado é “pérola”. Este termo, por sua vez, vem do grego margarites, que designa pedra preciosa ou a própria margarida, flor bastante comum no Egito.
MARIA-SEM-VERGONHA = O termo, tipicamente brasileiro, foi utilizado para designar esta espécie por causa de sua facilidade de proliferação. As sementes ficam guardadas em cápsulas que, sob pequenos estímulos, explodem e se espalham para logo germinar e gerar novos exemplares. Em latim, tal característica rendeu-lhe o apelido de impatiens (impaciente), denominação de seu gênero no meio científico.
NARCISO = Vem do latim narcissus, proveniente do grego narkissos, que denomina esta flor e o personagem mitológico de mesmo nome. Reza a lenda que Narciso foi condenado a se apaixonar pela própria imagem refletida nas águas de uma fonte. Como não conseguia jamais aproximar-se de sua imagem, chegou ao desespero e depois à morte. O vaidoso personagem, então, teria se transformado na flor que traz seu nome.
ORQUÍDEA = O nome desta flor vem do radical latino orchid. Tal denominação, nesta língua, significa testículos e foi utilizada pela primeira vez pelo filósofo grego Theophrastus (371-287 a.C.), que comparou as raízes tuberosas de algumas dessas plantas com o formato de testículos.
ROSA = Vem do latim rosa, derivado do grego rhódon. O mesmo termo serviu de origem ao nome do metal ródio, uma vez que algumas de suas soluções têm coloração rosa.
Fonte: DUARTE, Marcelo. O Guia dos Curiosos – Língua Portuguesa. São Paulo: Panda Books, 2003.
AZALÉIA = O termo vem do latim azálea, derivado do grego azaléos, que tem o sentido de seco, árido e ressecado, como a planta que nasceria da terra seca. Em Portugual, escreve-se azálea.
CRAVO = Provém do latim clauus, que designa prego ou cravo. O nome da flor foi posterior à denominação da especiaria cravo (proveniente do botão dela), de formato similar ao de um prego.
DÁLIA = O nome desta espécie é uma homenagem ao botânico sueco Anders Dahl (1751-89), que a levou do México para a Europa no ano de 1789.
HORTÊNSIA = A denominação desta flor chinesa é uma homenagem que o naturalista francês Commerson fez a Hortense Lepaute, nome da esposa de um amigo seu. Commerson foi quem trouxe a planta para o Ocidente, batizada por ele a princípio de “lépautia” (o sobrene de Hortense).
GARDÊNIA = Nativa da China, esta planta recebeu do pai da Botânica, o sueco Carl Lineu, o nome latino gardenia. O feito, ocorrido em meados de 1700, foi uma homenagem ao amigo, médico e botânico escocês Alexander Garden.
MAGNÓLIA = O nome desta flor foi estabelecido em 1703 pelo botânico francês Charles Plumier, em homenagem ao também botânico francês Pierre Magnol (1638-1715).
MARGARIDA = O nome desta flor deriva do latim margarita, cujo significado é “pérola”. Este termo, por sua vez, vem do grego margarites, que designa pedra preciosa ou a própria margarida, flor bastante comum no Egito.
MARIA-SEM-VERGONHA = O termo, tipicamente brasileiro, foi utilizado para designar esta espécie por causa de sua facilidade de proliferação. As sementes ficam guardadas em cápsulas que, sob pequenos estímulos, explodem e se espalham para logo germinar e gerar novos exemplares. Em latim, tal característica rendeu-lhe o apelido de impatiens (impaciente), denominação de seu gênero no meio científico.
NARCISO = Vem do latim narcissus, proveniente do grego narkissos, que denomina esta flor e o personagem mitológico de mesmo nome. Reza a lenda que Narciso foi condenado a se apaixonar pela própria imagem refletida nas águas de uma fonte. Como não conseguia jamais aproximar-se de sua imagem, chegou ao desespero e depois à morte. O vaidoso personagem, então, teria se transformado na flor que traz seu nome.
ORQUÍDEA = O nome desta flor vem do radical latino orchid. Tal denominação, nesta língua, significa testículos e foi utilizada pela primeira vez pelo filósofo grego Theophrastus (371-287 a.C.), que comparou as raízes tuberosas de algumas dessas plantas com o formato de testículos.
ROSA = Vem do latim rosa, derivado do grego rhódon. O mesmo termo serviu de origem ao nome do metal ródio, uma vez que algumas de suas soluções têm coloração rosa.
Fonte: DUARTE, Marcelo. O Guia dos Curiosos – Língua Portuguesa. São Paulo: Panda Books, 2003.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Afrodite e as Flores

Entre as Graças, Tália, a Florescência, coroa a Deusa com flores e lança pétalas de rosas a seus pés. Sempre me senti fascinada pelo simbolismo oculto no enredo dos mitos. Que Afrodite, a Deusa do amor sexual e da beleza, seja também a Deusa das flores parece-me ser o tipo de evidência que se percebe quando o pensamento mítico penetra a mente. Não são as flores os mais belos órgãos sexuais do universo? Muitas não são as imagens e expressões que associam o sexo feminino às flores e, acima de tudo, com a cor da rosa, rica em colorido e perfume, com as pétalas abertas lembrando a maciez da carne? Para completar sua participação no mito de Afrodite, a rosa apresenta espinhos dolorosos, o que enfatiza, no risco de picar-se, o sofrimento inerente a todas as paixões sexuais.
Ocupar-se de flores, ou criar um jardim agradável, do mesmo modo que fazer amor ou “enfeitar-se” – todas essas são maneiras de honrar Afrodite. Os jardins expressam a sensualidade da cultura, um tipo de sensualidade que oferece a vantagem de ser isenta de ansiedade para aqueles cuja bagagem educacional, ou idade, os levou a ignorar a vitalidade sexual. Na Inglaterra, por exemplo, a jardinagem parece ser a mais domesticada das paixões. Os ingleses devotam-se a essa tarefa do mesmo modo que alguém se dedica ao amor: apaixonadamente e para sempre. A jardinagem é uma das maiores expressões pela qual os britânicos evocam Afrodite sem medo ou segundas intenções. Na Inglaterra, tanto os homens quanto as mulheres se emocionam com a graça dos jardins e paisagens, porém, embora seja permitido às rosas crescerem sobre as casas, raramente vi uma mulher inglesa ousar pôr uma rosa nos cabelos. Para ela, isso pareceria um gesto sedutor impróprio. Afrodite pode ficar no jardim, pois ali ela será honrada sem ansiedade e sem limite.
Encontra-se no jardim inglês um cuidado extremo e admirável em dissimular qualquer sinal de artifício, como se a manutenção impecável de um jardim de flores e o trabalho demorado e elaborado do jardineiro devessem ficar invisíveis, sendo a intenção permitir à beleza natural que se expresse, como se todos esses arbustos e todas essas flores tivessem crescido ali espontaneamente. As marcas da disciplina impostas à natureza pela mão do jardineiro desapareceram. Este equilíbrio entre a natureza e a arte é, exatamente, o que agrada Afrodite. “A bela e venerável Deusa que, em torno de si, e sob seus pés luminosos, leva a grama a crescer”, concede sua graça aos ingleses por seus gramados e jardins, porque, instintivamente, compreendem a mediação correta entre natureza e cultura, sendo a jardinagem um tipo exemplar de mediação.
A arte dos perfumes é outro exemplo desse trabalho de mediação. Pode-se desfrutar o perfume de uma flor em seu estado natural, como a amante desfruta o perfume natural da pessoa a quem ama; mas pode-se, igualmente, apreciar a sutileza dos perfumes e dos refinamentos resultantes da destilação. A arte da perfumaria, ao capturar o perfume natural das flores, associa as mulheres e as flores, novamente. Para os gregos da Antiguidade, o sentido do olfato era um meio de comunicação com o Divino. Sua concepção de sacrifício incluía a idéia de que o odor das oferendas e das ervas aromáticas que temperam a carne era agradável aos deuses. Atribuíam um valor igualmente alto aos perfumes florais, que associavam à paz, à alegria e à sensualidade; e considerava-se Afrodite responsável pelo odor tanto do corpo das mulheres quanto das flores. Certas plantas com odores muito fortes, como a hortelã e a mirra, foram também associadas a ela ou a seu amante, Adônis.
PARIS, Ginette. Meditações Pagãs. Tradução de Sonia Maria Caiuby Labate. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 35-7.
Digitei este texto porque ele conseguiu reunir várias das minhas paixões: Afrodite, flores, ervas, cultura inglesa, perfumes... Sim, estou aguardando a primavera com ansiedade!
Ocupar-se de flores, ou criar um jardim agradável, do mesmo modo que fazer amor ou “enfeitar-se” – todas essas são maneiras de honrar Afrodite. Os jardins expressam a sensualidade da cultura, um tipo de sensualidade que oferece a vantagem de ser isenta de ansiedade para aqueles cuja bagagem educacional, ou idade, os levou a ignorar a vitalidade sexual. Na Inglaterra, por exemplo, a jardinagem parece ser a mais domesticada das paixões. Os ingleses devotam-se a essa tarefa do mesmo modo que alguém se dedica ao amor: apaixonadamente e para sempre. A jardinagem é uma das maiores expressões pela qual os britânicos evocam Afrodite sem medo ou segundas intenções. Na Inglaterra, tanto os homens quanto as mulheres se emocionam com a graça dos jardins e paisagens, porém, embora seja permitido às rosas crescerem sobre as casas, raramente vi uma mulher inglesa ousar pôr uma rosa nos cabelos. Para ela, isso pareceria um gesto sedutor impróprio. Afrodite pode ficar no jardim, pois ali ela será honrada sem ansiedade e sem limite.
Encontra-se no jardim inglês um cuidado extremo e admirável em dissimular qualquer sinal de artifício, como se a manutenção impecável de um jardim de flores e o trabalho demorado e elaborado do jardineiro devessem ficar invisíveis, sendo a intenção permitir à beleza natural que se expresse, como se todos esses arbustos e todas essas flores tivessem crescido ali espontaneamente. As marcas da disciplina impostas à natureza pela mão do jardineiro desapareceram. Este equilíbrio entre a natureza e a arte é, exatamente, o que agrada Afrodite. “A bela e venerável Deusa que, em torno de si, e sob seus pés luminosos, leva a grama a crescer”, concede sua graça aos ingleses por seus gramados e jardins, porque, instintivamente, compreendem a mediação correta entre natureza e cultura, sendo a jardinagem um tipo exemplar de mediação.
A arte dos perfumes é outro exemplo desse trabalho de mediação. Pode-se desfrutar o perfume de uma flor em seu estado natural, como a amante desfruta o perfume natural da pessoa a quem ama; mas pode-se, igualmente, apreciar a sutileza dos perfumes e dos refinamentos resultantes da destilação. A arte da perfumaria, ao capturar o perfume natural das flores, associa as mulheres e as flores, novamente. Para os gregos da Antiguidade, o sentido do olfato era um meio de comunicação com o Divino. Sua concepção de sacrifício incluía a idéia de que o odor das oferendas e das ervas aromáticas que temperam a carne era agradável aos deuses. Atribuíam um valor igualmente alto aos perfumes florais, que associavam à paz, à alegria e à sensualidade; e considerava-se Afrodite responsável pelo odor tanto do corpo das mulheres quanto das flores. Certas plantas com odores muito fortes, como a hortelã e a mirra, foram também associadas a ela ou a seu amante, Adônis.
PARIS, Ginette. Meditações Pagãs. Tradução de Sonia Maria Caiuby Labate. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 35-7.
Digitei este texto porque ele conseguiu reunir várias das minhas paixões: Afrodite, flores, ervas, cultura inglesa, perfumes... Sim, estou aguardando a primavera com ansiedade!
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Once I learn to love myself...
Eu sempre acho algo no Post Secret que tem a ver comigo... O Post Secret é um blog para o qual as pessoas mandam seus segredos. Tudo é anônimo lá. Sei que já saiu um (ou mais, sei lá) livro com as melhores cartas enviadas.Um dos casos que eu não esqueço foi um em que o cara jogou uma aranha em cima da irmã, quando ambos eram pequenos, a aranha era venenosa, picou a menina e até hoje (vinte e tantos anos depois) a menina não anda. O "segredo" é que ninguém da família dele sabe que foi ele quem jogou a aranha na menina.
Dê uma olhada em postsecret.blogspot.com/ toda segunda-feira, quando o blog é atualizado.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Árvores no trabalho
Anteontem voltei de férias. No condomínio onde trabalho, tenho a sorte de estar rodeada por árvores e plantas. Desde que cheguei lá, há um ano e meio, só vejo plantarem mais e mais árvores.
Tá certo que muitas delas são para fazer sombra nos carros que ficam no estacionamento, mas ainda assim acho melhor plantar árvores do que construir telhados de concreto ou plástico.
Ontem, na hora do almoço, levei um susto. Dei até um gritinho e assustei as amigas (rs): eles estão catalogando as árvores do condomínio. Lindo!
Já puseram plaquinhas na pata-de-vaca, no eucalipto... Com nome científico e países de origem.
Estou louca pra fazer umas fotos e mostrá-las aqui para vocês em breve!
Ah, e se você curte fotografar árvores, se liga nesse concurso: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/conteudo_290100.shtml
Tá certo que muitas delas são para fazer sombra nos carros que ficam no estacionamento, mas ainda assim acho melhor plantar árvores do que construir telhados de concreto ou plástico.
Ontem, na hora do almoço, levei um susto. Dei até um gritinho e assustei as amigas (rs): eles estão catalogando as árvores do condomínio. Lindo!
Já puseram plaquinhas na pata-de-vaca, no eucalipto... Com nome científico e países de origem.
Estou louca pra fazer umas fotos e mostrá-las aqui para vocês em breve!
Ah, e se você curte fotografar árvores, se liga nesse concurso: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/conteudo_290100.shtml
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Quem sou eu?
Estava agora mesmo comentando com uma pessoa o quanto é bom termos uma certa atitude e, depois, ver que agimos "corretamente", seja em um livro ou uma entrevista. A sensação de termos nossa ação validada por outros é boa para mim, libriana que quer ser aceita por todos (rs).
Há algum tempo, comentei com minha amiga Tinnekke que eu não gostava do athame e que nem mesmo tinha um. Ela me perguntou o motivo e eu não soube responder.
Depois de alguns meses, estava lendo um blog e a autora dele dizia que não gostava do athame também. Ela dizia que o athame lembrava um pênis e também uma arma. Como feminista e pacifista, acho que não preciso dizer o quanto me senti aliviada com a explicação dela.
Também sempre digo para minha amigas on-line que eu não sou pagã e nem wiccana. Para algumas, é difícil entender como não posso ser pagã. Outras me aceitam numa boa (olha a libriana aí, gente!).
Na semana passada fui viajar e levei um texto sobre as diferenças entre ser bruxa e ser pagã. Mais uma iluminação eu tive!
Lá dizia o autor (ou autora, não dava pra saber, pois peguei da Internet) que a bruxaria era a celebração do princípio feminino. Bingo 1!
Mais para frente, dizia que as bruxas tradicionais mais antigas não tinham conexão com deidades ou religiões, e também que para elas as artes curativas, os métodos divinatórios e a magia não tinham nenhuma conexão com religião ou rituais. Bingo 2!
O grupo com o qual eu mais identifico é o dianismo. Mas aí eu caía em contradição: o nome do negócio é “Dianic Wicca”, e eu não me considero wiccana!!!
Pois nem mesmo nesse aspecto o texto deixou a desejar. Ele diz que o termo “Dianic Wiccan” é uma contradição por si só, pois “wicca” significa masculino e “wicce”, feminino. Como pode uma tradição feminista ser denominada por algo masculino? Bingo 3!
Eu respeito muito as pessoas que me cercam e são pagãs, pois eu aprendo muito com elas diariamente, mas eu não sou. Sou uma pessoa eclética e nem mesmo posso ser considerada uma dessas “bruxas tradicionais” de que o texto fala, pois os cadernos em que anoto minhas experiências são consideradas “livros das sombras” (prática wiccana) e eu também adoro aprender sobre e me conectar com deusas (prática pagã).
Mesmo sem saber a fonte, o texto foi fundamental para eu poder definir quem eu sou e quais são minhas práticas.
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domingo, 13 de julho de 2008
Ferramentas mágicas - Alguns toques

Hoje eu gostaria de dar dicas sobre algumas ferramentas mágicas no uso de ervas. São muitas as ferramentas, mas destacarei aqui só algumas, isto é, aqueles usos que não são tão óbvios, mas igualmente importantes.
Eu não tenho uma ferramenta para moer ervas (ainda!). E foi com felicidade que, numa aula da Ayesha, ela me informou que eu podia usar a... centrífuga! Sim, aquela que você tem na cozinha! Mas eu ainda prefiro usar o liqüidificador. Aí vem a dica: toda vez que for usá-lo para moer ervas com objetivos mágicos, limpe-o depois. Você pode colocar uma mistura de álcool e água no liqüificador e ligá-lo por alguns segundos. Depois, jogue essa mistura fora e seque com toalha de papel ou mesmo um pano de prato. Isso irá remover óleos ou extratos da erva, odores ou mesmo vibrações que a planta tenha deixado lá.
Para fazer suas poções, é bom usar sempre recipientes de vidro, pois as ervas podem pegar as impurezas de recipientes plásticos.
Geralmente, nos livros sobre magia herbal, diz-se para usar colheres de madeira. Você pode também usar colheres de plástico (se bem que a poção pode pegar as impurezas do plástico, como dito acima), mas as ideais são as colheres de metal. Please, sempre mantenham suas colheres mágicas separadas daquelas de uso diário!
Até outro dia, eu usava o mesmo funil da minha cozinha para trabalhar com as ervas mágicas. A dica é a mesma das colheres: separar um funil para suas práticas mágicas.
Eu mantenho um caderno de anotações somente para minhas práticas mágicas herbais. O que podemos colocar nele? Um roteirinho:
* descreva a poção que você fez
* como você a fez
* a data em que você a fez
* motivo
* informações sobre as ervas utilizadas
* quantidades
* efeitos
* se teve sucesso ou não com ela
* e o que mais lhe vier à mente.
Essas dicas foram baseadas num material que recebi de um curso de herbalismo mágico que fiz. Lá não é citada a fonte das informações, por isso não o faço aqui.
Eu não tenho uma ferramenta para moer ervas (ainda!). E foi com felicidade que, numa aula da Ayesha, ela me informou que eu podia usar a... centrífuga! Sim, aquela que você tem na cozinha! Mas eu ainda prefiro usar o liqüidificador. Aí vem a dica: toda vez que for usá-lo para moer ervas com objetivos mágicos, limpe-o depois. Você pode colocar uma mistura de álcool e água no liqüificador e ligá-lo por alguns segundos. Depois, jogue essa mistura fora e seque com toalha de papel ou mesmo um pano de prato. Isso irá remover óleos ou extratos da erva, odores ou mesmo vibrações que a planta tenha deixado lá.
Para fazer suas poções, é bom usar sempre recipientes de vidro, pois as ervas podem pegar as impurezas de recipientes plásticos.
Geralmente, nos livros sobre magia herbal, diz-se para usar colheres de madeira. Você pode também usar colheres de plástico (se bem que a poção pode pegar as impurezas do plástico, como dito acima), mas as ideais são as colheres de metal. Please, sempre mantenham suas colheres mágicas separadas daquelas de uso diário!
Até outro dia, eu usava o mesmo funil da minha cozinha para trabalhar com as ervas mágicas. A dica é a mesma das colheres: separar um funil para suas práticas mágicas.
Eu mantenho um caderno de anotações somente para minhas práticas mágicas herbais. O que podemos colocar nele? Um roteirinho:
* descreva a poção que você fez
* como você a fez
* a data em que você a fez
* motivo
* informações sobre as ervas utilizadas
* quantidades
* efeitos
* se teve sucesso ou não com ela
* e o que mais lhe vier à mente.
Essas dicas foram baseadas num material que recebi de um curso de herbalismo mágico que fiz. Lá não é citada a fonte das informações, por isso não o faço aqui.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Férias com as plantas

Primeiro dia de férias. Eu e a família fomos até Santana de Parnaíba, uma cidadezinha histórica bem perto da capital. Na volta do passeio, vamos até uma loja de paisagismo e eu levo para casa minhas novas amiguinhas:
* 2 pezinhos de alecrim
* 2 mudas de berinjela (eu não gosto de berinjela, mas quero que meu filhote veja como se desenvolvem os alimentos que ele consome)
* 1 mudinha de espinafre
* 1 pé de azevinho (esta para decorar, não para comer)
* 3 pezinhos de morango
* 1 pé de manjericão
* 1 muda de lavanda
* 2 pezinhos de hortelã - que meu filhote adora
* 1 muda de tomilho-limão (esta eu não conhecia!)
* funcho
* cebolinha
* tomate
* coentro
Chegamos em casa, meu marido comprou três tábuas e fizemos prateleiras para elas morarem. Ele também trouxe tinta marrom e eu pintei as três prateleiras com todo carinho do mundo.
À noite, eu e ele percebemos que as prateleiras tinham ficado muito perto do corredor, corremos para o quintal e colocamos as coitadinhas num cantinho, pois achamos que elas estavam com frio (rs).
Sete dias depois, já estão nascendo brotinhos. Que elas possam permanecer durante o tempo que precisarem em nossa família verde!!!!!
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